28 de outubro de 2016

Fazenda Hotel Tabapuã dos Pireneus





    Esta Fazenda Hotel, apesar de ser pequena, nos marcou muito em diversos sentidos. Estávamos ainda no início de nossas aventuras mais radicais, e esse simples hotel nos ofereceu mais do que eu podia imaginar. 
   O Tabapuã dos Pireneus na verdade não fica em Pirenópolis, ele está localizado em Cocalzinho, a 45Km de Pirenópolis, mas eu o considero como parte das viagens de Pirenópolis também, pois faz parte de nossas aventuras naquela região.

   Obs.:  Nossa viagem foi feita em Julho de 2009, então algumas coisas podem ter mudado, mas espero transmitir a essência do que passamos neste maravilhoso fim de semana. 
     Este Hotel não era grande, diria que em termos de tamanho, para ser um Hotel Fazenda, é o menor que já fomos, mas nem por isso ele é ruim. Ele possui uma estrutura bem modesta, uma pequena piscina retangular, um lago (que não tinha na época nada para fazer), currais, trilhas e cachoeiras. Mais para frente irei comentar sobre o TOP dos passeios lá: a Tirolesa. 

Pensão do Padre Rosa
     Fomos passar apenas um final de semana lá, então, saímos na sexta feira no horário do almoço, mas ao invés de ir para o Hotel, resolvemos ir para Pirenópolis primeiro para almoçar na Pensão do Padre Rosa, o restaurante que mais gostamos de ir em Piri. Já comentei em outro posto sobre ele, é um restaurante pequeno, uma casa na verdade. Você paga pelo Buffet, e possui uma autêntica comida goiana (inclusive o arroz com pequi que eu adoro). Você pode até voltar lá no mesmo dia (até as 17:00) para comer novamente sem custo. A mesa de doces é um show, tem doce que nunca ouvimos falar, uma delícia, mas confesso que acabo sempre pegando os básicos que eu mais gosto: doce de leite, queijo minas e goiabada.

     De lá fomos então para o Hotel e fizemos o Check-In. Neste dia, como já era final de tarde, não tínhamos muito o que fazer, então aproveitamos para nadar na piscina e curtir o hotel um pouco. Foi aí que conhecemos nosso primeiro amigo: o Zeus, um labrador super amável que nos acolheu na piscina e nos fez companhia em vários lugares. À noite, jantamos e fomos para um salão onde existe uma televisão com DVD Player e um velho piano. Gabriel fazia aulas de piano na escola e dedilhou algumas músicas para todos.
Curtindo uma rede
Piscina
Amigo Zeus
Noite com Piano

Sábado

     O Hotel oferecia alguns passeios específicos nos locais ao redor de sua propriedade e até um pouco mais longe. Como Gabriel ainda era pequeno, não podíamos fazer algo muito radical, ou cansativo. Escolhemos então um tour por todas as áreas da fazenda, onde nosso guia nos explicou sobre coleta seletiva de lixo que praticavam, inclusive na parte hoteleira, nos levou na área de reflorestamento e estufa de plantas nativas, onde plantavam mudas de árvores que seriam depois transferidas para a floresta ou até mesmo utilizada na propriedade. Fomos também no pomar do hotel, onde algumas árvores já estavam repletas de frutas (como as laranjas sangue, acho que era esse o nome). 
    Depois da parte mais central da fazenda, nosso guia nos levou para os currais, onde iria nos explicar sobre inseminação artificial nos animais (parte que dispensamos devido à idade do Gabriel) e também nos mostrou a usina de álcool, onde eles fabricam todo o combustível utilizado nos veículos da fazenda com a plantação de cana de açúcar que eles possuem. Além disso vimos também detalhes de algumas plantações e Gabriel teve a oportunidade de arrancar uma mandioca da terra.
     Depois de todas essas aulas, entramos na trilha passando pela mata fechada. Durante todo o passeio  sempre fomos acompanhados pelo nosso amigão Zeus. 

Passeio com o guia
Gado
Mandioca

    A trilha consistia em subir um morro no meio da mata, visitar 3 cachoeiras no caminho, e descer por uma tirolesa. O caminho não era difícil não, Gabriel enfrentou tranquilamente. Estávamos praticamente em um tour privado, éramos apenas o guia e nós três. Na primeira cachoeira, ninguém queria entrar, todas elas eram em mata fechada, então o sol não aparecia muito, apenas a claridade, e por isso a água estava muuuuito gelada. Mas eu não deixei passar não, entrei assim mesmo a aproveitei esse passeio o máximo que pude. Gabriel resolveu entrar também a partir da segunda cachoeira. São gostosas, água limpa (e gelada), e fora uma delas onde encontramos outra família, estávamos a sós.

Cachoeira
Cachoeira
Cachoeira
     Nosso guia sempre nos explicava também curiosidades da mata, das árvores, e tudo mais por onde íamos passando. Depois das 3 cachoeiras, subimos até o topo do morro onde lá em cima subimos em uma estrutura que eu anciosamente estava esperando chegar. Nesta estrutura estavam presos 2 cabos de aço que chegavam até o solo na base do morro. Íamos descer de tirolesa nestes cabos até a base, uma distância total de 500m.
     Gabriel nem pensou duas vezes, mas a Cris não queria mais não. A opção para ela seria descer a pé pelo morro ou voltar pela trilha, mas teria que ir sozinha.. ou seja, já era !
     Colocamos nossos equipamentos de proteção e eu resolvi descer primeiro para poder filmar todos descendo lá de baixo. Você pode escolher descer de barriga para baixo, posição Superman, ou sentado. Claro que escolhi a posição superman, e foi demais ! São segundos de muita emoção e sensação de liberdade total ! Cris e Gabriel foram logo depois que cheguei, e o Zeus, que nos acompanhou por todo o passeio, voltou correndo mesmo !
     Seguem abaixo algumas fotos e um vídeo que eu gravei de nosso delicioso passeio:


Tirolesa
Tirolesa
Tirolesa




     À noite acenderam uma fogueira no hotel e ficamos um tempo por ali nos aquecendo. Mais tarde, fomos novamente para o salão do piano e lá um menino estava começando a assistir um desenho que marcaria muito nossas vidas: Avatar, A Lenda de Ang. Um desenho maravilhoso que começamos a assistir lá, mas gostamos tanto que até depois de voltarmos para Brasília resolvemos assistir todo o resto, 3 temporadas com muitos episódios e muito divertimento. Gostamos tanto deste desenho que nossos cachorros (que não tínhamos na época) se chamam Sokha e Katara, dois dos personagens principais deste desenho. 

Noite na Fogueira
Noite na Fogueira


Domingo

     No dia seguinte, como só tínhamos a parte da manhã, tomamos nosso café no hotel e saímos para ali perto onde existia uma pequena cachoeira em uma propriedade particular. Era até algo diferente, pois pegávamos a chave da porteira na recepção do hotel. Essa chave abria a porteira que dava acesso à trilha onde a cachoeira se localizava. Era pertinho e fomos conferir. 

     Esta cachoeira era muito gostosa também, bem pequenina, e de acesso mais difícil. Era como se fosse um buraco, com uma piscina natural onde a cachoeira desaguava. Éramos os únicos ali, pois o acesso era restrito. A água, também gelada, estava muito gostosa. Somente eu e Gabriel tivemos coragem de entrar.

      O passeio foi rápido e mesmo assim muito gostoso !


Cachoeira Particular
Cachoeira Particular
Cachoeira Particular