19 de julho de 2013

10º Dia - La Bombonera, Caminito, Alvear

     A programação deste dia era conhecer a La Bombonera, o estádio oficial do Boca Júniors, um dos
times mais tradicionais de Buenos Aires, com capacidade para 55.000 pessoas. Pegamos um táxi para lá, custou uns ($50 pesos). Chegamos lá, o ingresso custava $70, e aceitavam cartão de crédito. Inicialmente, você visita um museu que tem por lá , antes de fazer o tour guiado. o Museu é muito bom, tem todas as camisetas já utilizadas pelo time desde sua criação, as taças já conquistadas e toda a história do clube. Logo depois somos chamados para o tour guiado pelo estádio, onde uma guia nos informa toda a história e ciuriosidades sobre o estádio e também dos clubes.. O tour foi muito divertido e interativo, a guia fez perguntas a todos, pediu para pularmos na arquibancada, pudemos simular a tradição de subir na grade quando o time faz um gol, visitamos também o vestiário dos visitantes, fomos na arquibancada dos sócios e também na geral, além de contar toda a história do time e do estádio junto com curiosidades que ninguém conhece. Nota 10 para este tour, e recomendamos a todos fazê-lo.
   
Acabado o tour, que demora mais ou menos 1 hora, voltamos e saímos na lojinha, onde comprei uma luva de goleiro para o Gabriel. Nos dirigimos então para o Caminito, a apenas 1 ou 2 quadras de distância do La Bombonera. Deixei minha máquina DSLR no hotel por indicação de muitas pessoas, mas no caminho vi inúmeras pessoas com máquinas similares andando livremente por lá. Não sei se fiz certo, disseram que o índice de roubo por lá é alto, mas vi uma grande tranquilidade das pessoas quanto a isso. Lá apenas passeamos rápido para conhecer melhor o local, muitas pessoas nos abordam para tirar fotos com dançarinos de tango, além de tentarem convencê-lo que tem que almoçar nos restaurantes por lá, e não gosto desse tipo de abordagem. Como já estava tarde, já passado de meio-dia, pegamos um táxi do Caminito para o centro da cidade para fazer um lanche no Café Tortoni, um dos mais tradicionais de Buenos Aires. O trânsito estava terrível, alguma manifestação estava acontecendo na Plaza de Mayo e o trânsito lá fica igual Brasília quando tem manifestação, embora ache que em Brasília é pior. Pedimos para o táxi parar 3 quadras antes, porque ele não andava, era mais fácil ir a pé, e o preço ficou em torno de $40. Como as quadras lá são pequenas, fomos andando e chegamos rápido.
    Tinha uma fila para entrar no Café Tortoni, mas para variar ficamos no máximo uns 10 minutos. Entramos e ficamos deslumbrados com a beleza do lugar, tudo no estilo antigo, muito bem conservado. As mesas eram bem pequenas, normalmente para 2, mas coubemos nós três nela e as cadeiras eram bem confortáveis. Achei o cardápio bem variado, com muitos lanches e até pratos, mas nada me atiçou muito o apetite, principalmente porque queríamos comer um lanche apenas, pois tínhamos um chá da tarde marcado às 18:00 no Hotel Alvear Palace. Eu e Cris pedimos então uma pizza brotinho, e Gabriel, para variar, novamente pediu uma Hamburguesa. O sanduíche dele era colossal, imenso, nossas pizzas eram do tamanho normal de uma brotinho, mas o que não gostei era a espessura da massa, que parecia que era um pão disfarçado de pizza, mas estava gostosa. Terminado o lanche, tiramos algumas fotos e fomos embora em direção ao Teatro Colón. O Café Tortoni é muito bom, gostoso e com uma decoração maravilhosa, mas devo dizer que o atendimento deixa muito a desejar, tinham apenas 3 garçons para muita mesas, sofri para ser atendido, e tive que me levantar para pedir um azeite e catchup.
     Fomos a pé até o Teatro Colón, pelo mapa, eram poucas quadras, cerca de 1,5 km. No caminho,
paramos no Obelisco para tirar umas fotos, e até paramos para dar milho para algumas pombinhas em uma pracinha. Chegando no Teatro, descobri que os ingressos para a visita guiada estavam esgotados para o resto do dia. Teríamos que voltar no dia seguinte e tentar novamente. Seguimos então para a Livraria Al Ateneo, a mais ou menos outros 1,5 Km de caminhada. Adoro caminhar pelas cidades (exceto Brasília, que não foi feita para caminhar) pois nessas caminhadas ficamos conhecendo muitos dos costumes dos cidadãos, rotinas da cidade e tudo mais que não conseguimos ver quando ficamos andando de táxi. O problema é que ficamos sujeitos também a incômodos que queremos evitar, como barulho, fumaça de carros ou cigarro, pessoas pedindo esmola, etc… mas eu entendo isso como uma vivência que passamos e mesmo assim, uma experiência positiva, nos ajuda a entender melhor a cultura que estamos convivendo.
     Encontramos sem problema a livraria, embora esse "sem problema" não inclua o teatro que Gabriel
fazia para demonstrar que estava muito cansado de andar, mancando exageradamente até chegarmos ao Al Ateneo. A livraria é simplesmente linda, na verdade era um teatro que foi transformado em Livraria. Pessoalmente, gostaria ainda que fosse um teatro, acho que seria uma experiância única ver peças por lá. Mesmo assim, valeu a visita, mesmo que fosse somente para conhecer o lugar. Voltamos para o hotel de táxi, para nos arrumarmos e ir ao "Afternoon Tea" no Alvear Palace Hotel.


Afternoon Tea Alvear Palace


     O hotel era a 2 quadras do nosso, fomos andando. O Hotel Alvear é lindo, parece que voltamos no tempo quando entramos por lá, as portas são giratórias de madeira, e tudo lá parece dos anos 1932, ano que  foi inaugurado. Parece que é o Hotel mais tradicional de Buenos Aires, para participar do Afternoon Tea eles exigem traje esporte fino, embora tenha visto pessoas lá portando trajes comuns. Logo fomos atendidos e acomodados em uma mesa assim que o garçom a preparou, com porcelana e taças personalizadas. O lanche é composto pela bebida escolhida por você, entre chás, chocolate ou café. Uma entrada de pães e uma torre de três pratos com alguns mini sanduíches, sanduíches frios e sobremesas. Para o final, tem-se uma torta a sua escolha, que pode ser levada para casa.
     Para terminar, depois de jã ter me preparado para dormir e sentar para escrever um pouco o blog, quando fui dormir, percebi que tinha esquecido o celular na mesa do restaurante do Hotel Alvear ! Sorte que era pertinho, tive que ir lá, tarde da noite já para pegá-lo de volta.