22 de julho de 2013

12º Dia - Volta pra casa

   Pensava que não teria nada para escrever nesse dia. Mas alguma coisa me obriga a fazer uns comentários. Basicamente, como nosso avião estava marcado para sair às 09:20 da manhã, acordamos bem cedo para terminar os preparativos. As malas estavam já pré-arrumadas do dia anterior, e simplesmente seria nos arrumarmos, fechar o resto das malas e dar checkout. 
    Devido à escassez de dinheiro em espécie, resolvi pedir um táxi pela recepção do hotel, pagando uma taxa, é claro, mas me confundi e pedi para o Ezeiza, sendo que o avião sairia do Aeroparque, bem mais perto. Nada que o hotel não resolvesse.

      Fomos para o Aeroparque, sem trânsito, mas com as saudades aumentando. Lá, despachei as malas, tomamos um pequeno café da manhã em um café local e nos direcionamos ao embarque. Ao passar pelo Raio-X, o rapaz me informou que não poderia embarcar com os rádios (Walk-Talkie) que estava carregando. Perguntei porque, pois estavam desligados, e viajei do Brasil para BA com eles, de BA para Bariloche e de volta também, como não poderia voltar ? Notei que não estão interessados nisso, peguei as minhas coisas e voltei com a intenção de despachar junto com as malas, enquanto a Cris e Gabriel ficaram no FreeShop. 
       Me informaram no despacho que teria que comprar uma mala pequena para despachar os rádios, então eu procurei em outras lojas por alguma mas não achei, só essas malas caríssimas que não utilizaria mais. Passando em uma loja de coisas em geral, consegui com o rapaz uma caixa (muito grande para os rádios) de papelão, dessas da nestlé. Parei em outra loja, comprei umas coisinhas para encher a caixa e joguei os rádios lá junto. Ia mandar envolvê-la com aquele ProtecBag (mais $80 pesos), mas o rapaz me fez de graça, apenas envolvendo com durex mesmo. Despachei as malas e voltei ao Raio-X.

     Chegando lá, passei pelo Raio-X e fui para as cabines da Imigração, e adivinha... "cadê meu passaporte ???!!!". A Cris tinha pego todos e colocado na bolsa dela quando passamos pela primeira vez ! E agora ? Expliquei minha situação para a atendente, e para minha sorte eu estava com minha carteira de identidade na pochete que carregava o dinheiro (normalmente ela fica dentro do porta passaporte). Ela pediu e levaram para uma sala lá nos fundos. Em pouco tempo me liberaram e pude passar sem o passaporte ! UFA !!!

        O vôo foi muito tranquilo, outro Embraer 190, com cadeiras espaçosas de couro e entretenimento individual, com um lanchinho simples. Passei o tempo todo escrevendo para este blog. O vôo terminaria em São Paulo, onde faríamos uma conexão para Brasília. Chegando aqui no Brasil, teríamos 3 horas até o vôo de conexão, e a Cris aproveitou bem esse tempo no FreeShop... 

         Terminado o FreeShop, fomos despachar as malas, e já começaram as chateações. Como já disse, achei a Argentina muito mais avançada do que o Brasil, estão de parabéns mesmo. Para acharmos o local de despacho de malas naquele aeroporto foi terrível. Subimos e descemos 2 vezes o elevador. Os terminais estavam muito cheios, muita fila. Finalmente achamos o local, que era separado e meio escondido, pois o vôo que viemos era internacional. As atendentes lá (empresa GOL, tenho que me lembrar futuramente de pegar sempre outra, mesmos sendo mais cara!), totalmente despreparadas, algumas nem sabiam mexer no sistema da empresa (eles não tem treinamento não?), a que me atendeu falou que eu tinha que tirar as etiquetas do outro vôo (coisa que nunca, em aeroporto nenhum me pediram para fazer, sempre fizeram), aquelas etiquetas difíceis de retirar com a mão, mas felizmente outra, que percebeu minha dificuldade me ofereceu um estilete. 

       Despachadas as malas, fomos fazer um lanche, em uma lanchonete com o precinho típico dos aeroportos do Brasil. Comemos e fomos para o portão de embarque. Lá, mais chateação. Portão entupido de gente, meu filho teve que se sentar no chão para descansar, entrei na fila do portão, e ficamos mais de 30 minutos depois do horário esperando para anunciarem o embarque e na hora de embarcar ainda vem gente furando fila. BRASIL-SIL-SIL....
        Para completar a viagem, eu já com dor de cabeça da demora, da espera, etc... sento em uma cadeira na frente de uma criança (de uns 12-13 anos de idade) e família que nunca tinha viajado de avião antes. Este, ancioso pela viagem, passou o tempo todo mexendo "com uma delicadeza" na bandeija de trás do meu banco, batendo, abrindo e fechando, sem contar nos comentários da cada paisagem, cada nuvem que passa para todo mundo do avião. Só queria descansar, dormir um pouco, mas não consegui, e no tempinho minúsculo que consegui tirar um cochilo ainda sou "trolado" logo por quem... eu mereço... :