10 de julho de 2013

2º Dia - BARILOCHE


         Depois do dia cansativo, acordamos às 08:00 da matina, mas não dava para fazer qualquer passeio. O avião para Bariloche estava marcado para 12:00 e tínhamos que sair no máximo 10:00 para o aeroporto.
      Fomos tomar o café da manhã, nos arrumamos, arrumamos as malas e partimos rumo ao Aeroparque da cidade.
        Os aeroportos de Buenos Aires, mesmo pequenos, são muito melhores que os do Brasil, pelo menos os que conheço. Tudo muito bem arrumado, e o mais importante, funcional. Já eram 10:30, e
quase não pegamos fila para despachar as malas, foi muito rápido. Mas aí, fomos para o portão e quase me assustei. Uma fila gigantesca para o portão, tinha apenas 1 pessoa dando entrada aos portões de embarque. Começamos a ficar desanimados, achando que ia demorar pelo menos 30 minutos, mas começamos a conversar com 2 brasileiros que estavam atrás da gente e de repente a fila começou a andar muito rápido, entramos e passamos pelo Raio-X em menos de 5 minutos ! Incrível, uma lição para o Brasil, país das filas….

       Pegamos o avião da Austral (também das Aerolíneas Argentinas), e até isso me surpreendeu. Quando o vi estacionado, me lembrei de um vôo a trabalho que fiz em um 727 da VASP para João Pessoa, foi meu primeiro vôo e passei "maus bocados" nele. Só que esse era um Embraer 190, e me surpreendeu mais uma vez ! Cadeiras muito confortáveis, espaçosas e de couro. O espaço entre elas e as da frente também era muito bom. Outra coisa que deu um show nos vôos do brasil, foi o lanche.
Achei que fosse alguma coisa simples, mas não, veio uma caixinha lacrada. Dentro tinha um suco de caixinha, um saquinho de snacks sabor pizza, um alfajor de chocolate branco e um bombom de chocolate ao leite e amendoim. Além de tudo isso, serviram o tradicional refri, água e ainda chá. Um lanche caprichado.

       Chegamos em Bariloche às 15:00. A paisagem da cidade é deslumbrante. Ainda antes de o avião pousar vimos montanhas nevadas acima das nuvens. Impressionante. Assim que saímos do avião já deu para sentir o frio de 3º que estava fazendo.
      As malas aqui já começam a passar pela esteira logo depois que você chega no saguão. Muito rápido mesmo. No entanto, vendo o rapaz colocá-las na esteira, senti até um calafrio, pois a "delicadeza" do "moço" foi de espantar, tirava do carrinho e jogava a mala de qualquer jeito na esteira, e às vezes até arrumava com o pé. Acho que
no Brasil isso não acontece, né ????? Ainda na esteira, o que nos chamou a atenção foi um cachorro policial que ficava no meio do saguão cheirando todo mundo e as malas de todos que estavam esperando na esteira.

        Com as malas na mão, ou melhor, no carrinho, fomos pegar o carro que aluguei com antecedência pela www.rentalcars.com. A empresa era a Álamo, mas acabei tendo que esperar mais de 30 min. para finalmente sair com o carro, pois o rapaz estava sozinho e estava atendendo outra pessoa. Outra coisa que tinha lido na internet e não estava correto era que as empresas de aluguel de carro do aeroporto não funcionavam, mas o que vi foi exatamente ao contrário, todas funcionando. Mesmo assim resolvi garantir o meu e reservei antes. Sumiu do balcão falando que já voltava e nada... quando finalmente conseguimos o carro, partimos para o Hotel Villa Huinid darmos Check-in e correr para fazer as compras, pois estávamos muito longe
do planejado. A paisagem é realmente deslumbrante, ainda no caminho para a cidade deu nos deparávamos com cada montanha cheia de neve, imponente, ali na nossa frente, pertinho. É de perder o fôlego.

      Fomos à cidade fazer as compras, precisávamos comprar outras 2ª pele, meias e alugar as roupas de neve para nós, além de água, desodorante (o meu ficou na alfândega!) e outras coisinhas. Fomos no centro cívico, tiramos umas fotos e, por pura falta de tempo (não dava pra pesquisar preços), fomos na rua Mitre, a rua mais badalada de Bariloche. Lá os preços não são tão acessíveis, mas procurando dá para achar alguns aceitáveis. Encontramos as roupas de neve ($50 pesos por pessoa/dia), as roupas normais, irei escrever uma postagem futuramente sobre elas, passamos no supermercado e compramos o que precisava (bom, nem tudo).

        Restaurante Bastistín


             Bom, essa noite eu tinha programado um jantar em algum restaurante tradicional na cidade, como o Cazita Suíza (com fondue e outros pratos) ou o La Marmite (que estava até aberto e vazio), mas Cris e Gabriel resolveram que tinham que conhecer o restaurante do hotel, o Batistín. Voltamos então, tomamos um banho e descemos. O restaurante estava cheio, então voltamos para o quarto para esperar uns 40 minutos pela ligação de volta para descermos.
                Entrando, pegamos uma mesa e pedimos os pratos (Cordeiro com entrada de queijo de cabra). No entanto, no nosso lado tinha uma mesa de 9 crianças, todas bagunçando, fazendo muito barulho e bagunça. Com o tempo, todas começaram a comer e o barulho foi diminuindo, mas aí, a mesa ao lado com os pais, assumiu a algazarra e começaram e contar a vida toda de cada um, cada passeio que foram, cada viagem que fizeram, e à medida que as garrafas de vinho foram se abrindo e acabando, o tom de voz aumentada mais. Não aguentava tanta faladeira e terminei logo meu prato para sairmos daquele lugar. Infelizmente, todos eram brasileiros, um mau exemplo.
                Portanto, infelizmente, não posso dizer muito desse restaurante, pois não aproveitei por causa desse problema.