11 de julho de 2013

3º Dia - Circuito Chicco, Isla Victoria e Bosque de Arrayanes

        O primeiro dia (de passeios) em Bariloche, foi programado para conhecer a região. O City Tour mais conhecido aqui é o Circuito Chicco, que nada mais é um circuito ao redor do lago mais importante da região, o Lago Nahuel Huapi.  Muitas excursões fazem esse passeio, mas como estávamos de carro, fomos "solo". 
     A decisão de fazer o passeio solo foi porque não gostamos de passear com grupos, pois normalmente temos que obrigatoriamente visitar lugares que não queremos, ou temos que ficar esperando as pessoas não chegarem no ônibus, ou até somos nós que atrasamos porque queríamos aproveita mais o local e o tempo acabou. Por isso aluguei logo um carro, para poder desfrutar mais e melhor, no nosso ritmo.
          Acordamos 7:30, cansados, e a primeira surpresa do dia: estava um breu lá fora. Nem um pingo de raio solar. Em Bariloche, amanhece tarde ! Umas 08:30, mais ou menos. Partimos rumo ao primeiro ponto do nosso passeio: o Cerro Campanário.

Cerro Campanario

     Neste ponto do Circuito Chicco, pegamos um teleférico para subir em um dos pontos mais bonitos de Bariloche. Considerada a melhor vista da região. A fila estava grande, devido às turmas dos passeios   turísticos que começam a visitar Bariloche este ano, mas andou rápido. Felizmente, teleférico é algo que não pára, então a fila anda rápido.
      Tivemos que colocar nossas roupas de neve, pois estava muito frio, e em cima do cerro era mais frio ainda, com muitos ventos. Isso porque a época de neve ainda não começou direito, a subida estava toda verdinha e o topo quase sem neve. O passeio de teleférico foi tranquilo, uma delícia. Chegando em cima, Gabriel sai do banco e vai correndo em um montinho de neve ali perto, todo maravilhado. Quase que causa um acidente, pois o banco do teleférico já ia pra cima dele ! Nosso primeiro susto !

       A vista lá em cima é deslumbrante ! Na altitude de 1046 metros, dá para ver toda a região, praticamente todos os cerros mais importantes (Catedral, tronador, Otto e muitos  outros), o lago inteiro, as ilhas, tudo... tudo de uma visão privilegiada. Existem vários mirantes no topo do Cerro Campanário, dando uma visão 360º de toda a paisagem. São muitas fotos para tirar, impossível resistir. O frio é "de lascar", muito vento, deve-se tomar muito cuidado com gorros e luvas, pois ele leva, dava para ver muitos gorros pelas árvores e arbustos que foram levados. Lá em cima tem também uma confiteria (lanchonete), com uma vista privilegiada. Muitos lanches e cada torta linda. Infelizmente, não pedimos nada, pois tínhamos acabado de tomar café da manhã no hotel.
         Gabriel achou 2 gatinhos lá em cima. Lindos, super mansos. Aliás, falarei em um post mais dedicado sobre a linda convivência dos Baricholenses com os animais (gatos e cachorros), em todo lugar temos um para nos acompanhar.

            Saindo do Cerro Campanário, seguimos nosso passeio rumo ao hotel LIao LIao. Este hotel, foi o primeiro construído da região, e tem muita história para contar. Fica em uma linda região, rodeado por cristalinos lagos e 3 cerros enormes (López, Tronador e Capela). Tem uma vista maravilhosa, é patrimônio histórico nacional, e dizem ser o mais caro da região.




              Depois de parar para tirar fotos do hotel, seguimos o circuito. Infelizmente, como tínhamos o horário reduzido, não paramos na Vila Suiza que indicaram, mas fica para outra vez. Fomos ao ponto seguinte, que é do outro lado do lago, onde se tem uma vista diferente do hotel LIao LIao. No entanto, ao invés de parar no mesmo lugar que as excursões param, paramos em uma lanchonete linda, a uns 200m do ponto. Esta lanchonete estava sem clientes na hora que chegamos, e pudemos escolher uma mesa perfeita para um lanche. O salão de atendimento é feito todo de vidro, com uma lareira no centro. Lá dá para tomar um lanche enquanto desfruta de uma vista para o lago inteiro e os cerros. Comemos empanadas e burritos. Existe um mirante também, mais alto, para apreciar melhor o lago. Uma cachorrinha pastor alemão nos acompanhava de perto e dormia ali, no meio das mesas (de fora).

Isla Victoria e Bosque de Arrayanes

         Como não tínhamos muito mais tempo, pois o horário para chegar no Porto Pañuelo era 13:30 para o próximo passeio, acabamos o circuito por ali mesmo, fechamos somente a parte terrestre e nos dirigimos ao porto. Lá, como já tinha comprado o passeio, bastou comprar o acesso ao parque, que é feito localmente. O passeio começa no Porto Pañuelo, subindo a bordo do catamarã Cau Cau. O Cau Cau nos leva a dois pontos turísticos da região: o bosque de Arrayanes e a Isla Victoria.

           O passeio é muito gostoso, o barco é bem grande e seguro, tem toda a estrutura, com bar e banheiros, sistema de som, ambientes fechados e reservados e uma guia que explica a todos a história e curiosidades da região e do passeio. Logo depois que o barco sai do porto, todos são convidados a subir no deck superior, onde um fotógrafo nos aguarda com biscoitos na mão. Os biscoitos são para alimentar as gaivotas que sobrevoam o barco, basta você segurar um bem alto que elas sobrevoam e comem na sua mão. Gabriel adorou a idéia, mas como tinha muita gente, ele não teve sorte.
           Mas deixo já a dica para quem quiser fazer esse passeio: Todos vão lá em cima (principalmente quando é a primeira vez) correndo, para dar os biscoitos, mas o deck fica muito congestionado, as gaivotas tem muita oferta (sem contar com os biscoitos que jogam no lago e são mais fáceis de pegar), e no final só alguns sortudos conseguem. O segredo é deixar para fazer isso na volta, ou na ida para a Isla Victoria (segundo passeio), que poucos sobrem e dá para aproveitar tranquilamente. Tirei dezenas de fotos, e o Gabriel ficou tão satisfeito que tivemos que passar outro dia no supermercado para comprar pacotes de biscoito para o próximo passeio.


        Chegando no Bosque de Arrayanes, o passeio é feito sozinho, através de uma passarela de madeira que atravessa o parque. As Arrayanes são plantas que normalmente são arbustos, com o caule cor de canela, avermelhado. No entanto, nesta região esses arbustos crescem e tomam uma proporção de árvores, e isso não existe em outro lugar do mundo. Somente nesta região.
             No final do passeio, uma confitaria muito aconhegante aguarda os turistas que queiram tomar um chocolate quente ou fazer um lanchinho. Achamos mais um amigo por ali, dentro da confiteria, curtindo o calor e os petiscos que os visitantes dão para ele.


         Terminado o passeio no bosque, o Cau Cau parte para a Isla Victoria, outro ponto turístico da região. No meio do passeio, foram sorteados vários brindes entre os passageiros, desde saquinhos com bombons Rapanui até um DVD com mais de 150 fotos do passeio.
Tínhamos 3 números, e incrivelmente, fomos sorteados 2 vezes !!! Ganhamos 2 sacos cheio de bombons da Rapanui !
         Em Isla Victoria existem várias atrações para se contemplar, além é claro de toda a paisagem da natureza que sempre vimos por essa região, entre elas: pinturas rupestres, viveiros de plantas, sequóias gigantes, etc...

              Lá, outro amiguinho nos encontrou, miando para conseguir um carinho e um petisco, Gabriel deu um biscoitinho para ele, que quase pulou nele para conseguir arrancar da mão do Gabriel.

 De lá, mais uma sequência de fotos no barco Cau Cau dando biscoito para as gaivotas.



Alto El Fuego

  À noite, o restaurante escolhido foi o Alto El Fuego. Escolhido através do Trip Advisor, com altas notas e indicações, este restaurante é  uma casinha simples, parecendo meio isolado no centro da cidade. No entanto, sua simplicidade esconde uma comida e um atendimento maravilhoso. O cardapio e simples, onde temos uma grande variedade de carnes. No entanto, os acompanhamentos são simples, basicamente fritas, salada e purê, você escolhe quais quer. A quantidade também é bem generosa. Como era nossa primeira vez em um restaurante, pedimos 2 pratos para eles e veio tanta carne que foi difícil acabar, mesmo assim não deu.
        Demos sorte mais uma vez. Era aniversário do restaurante e ganhamos 1 taça de espumante cada um. Outra coisa muito legal que teve foi uma jarra de vinho que pedi. A jarra era no formato de um pinguim, no qual o vinho saía pelo bico dele.