14 de julho de 2013

5º Dia - Cerro Tronador e Ventiquesto Negro

     Um passeio delicioso e "tranquilo" através da natureza particular de Bariloche.
    O dia amanheceu com tempo bom, partimos de carro em direção ao cerro Tronador com o objetivo de conhecer o próprio cerro e também a geleira negra. O cerro Tronador recebeu este nome por causa do barulho que ele faz quando alguma parte das geleiras dele se quebra, é um barulho impressionante, que não achava que iria ouvir.

   Saímos "cedo" do hotel, pegando a Av. Bustillo em direção ao Lago Gutierrez. No meio do caminho, paramos em um supermercado para comprar algumas coisinhas que estavam faltando: água, biscoitos para as gaivotas, milho para as pombinhas de Buenos Aires e a Cris ainda quis comprar um pacote de ração para os cachorrinhos de rua que encontramos sempre por aqui. 

     Partindo do supermercado, andamos muitos quilômetros mais, demorou mais ou menos 1 hora para chegarmos à entrada do parque nacional do cerro Tronador. Lá, fomos informados que o último ponto da Cascada de los Alerces (uma ponte) estava interditada para carros, e teríamos que andar 3 km até o mirante para ver a cascata. Também, o último trecho para o Cerro Tronador estaria fechado porque teria muito gelo, e deveríamos ficar no último ponto de apoio, recomendado subir os últimos 8 quilômetros a pé ou só se tivesse correntes na roda do carro, não podendo ver nem mesmo o Ventiquestro Negro. Também, até chegar no ponto de apoio demorariam 1h e 40m, considerando uma velocidade de 40km/h, e a volta do cerro seria somente depois das 16:00, pois a pista é de apenas um sentido .

      Desistimos a princípio, mas ninguém queria mais sair do roteiro, então voltamos e fomos em frente, mas para visitar somente o Cerro Tronador, pois para a Cascada de los Alerces iria demorar muito. Dentro do parque, a pista é de terra batida, uma terra preta/cinza, cheia de buracos, mas que dá para andar tranquilamente, velocidade média de 40Km/h. Logo no início, chegamos a uma praia linda, de frente para o lago, onde paramos para tirar algumas fotos. Continuando o passeio, passamos por entre rios com águas cristalinas, vegetação cerrada e à medida que íamos subindo, montes de neve se formavam no canto da pista. No meio do caminho, alguns mirantes para uma paisagem deslumbrante obrigavam uma parada para fotos e apreciação da paisagem.
     Também, alguns javalis (acho que eram javalis ! foi rápido) e vaquinhas cruzavam a pista, e algumas nem se importavam com os carros, nós tínhamos que desviar.
   Depois de mais de 1 hora e meia, chegamos ao ponto de apoio, com um restaurante e outras edificações que não sei o que eram. Não tinha nada fechando a pista, então resolvemos seguir em frente, até onde achávamos que o carro conseguiria ir. Dali para frente, a paisagem foi ficando bem diferente, as margens do rio estavam destruídas, suponho que numa cheia o rio destruiu tudo à sua volta. À medida que avançávamos, a pista começava a encher de neve/gelo. Estávamos ficando preocupados, mas sabia que enquanto tivéssemos muita lama e pedras na pista o carro iria avançando tranquilamente, até que em um certo ponto, a pista estava praticamente coberta de gelo. Paramos o carro e estávamos decidindo voltar (pois estávamos sozinhos), quando passaram mais 2 carros pela gente, todos sem as correntes. Resolvi então avançar atrás deles, e foi a decisão certa, pois não passaram 300m chegamos na geleira negra. Estava pertinho, e quase desistimos.
     A geleira negra (Ventiquesto Negro) é uma geleira que foi formada com o tempo, misturando-se o gelo com a terra negra do cerro tronador, que é formado de rochas vulcânicas. O local parecia um tapete branco, com gelo desde o estacionamento de carros até o limite onde poderíamos avançar, tendo que tomar o máximo de cuidado para não escorregar. A paisagem é linda, impressionante e inequecível. Nada como já tinha visto antes. Graças a não ter quase ninguém no lugar, existia uma paz no lugar que é indescritível, ficávamos só nós e aquela beleza natural, durante muitos minutos. Em vários momentos pudemos ouvir o Cerro Tronador "gritando" com suas geleiras.
     Quando começaram a chegar alguns ônibus de excursões, resolvemos voltar pois o caminho para a base do Cerro Tronado estava fechado (e o carro não poderia avançar mesmo por causa do gelo),  e também estávamos com fome, não tínhamos almoçado ainda.

     Voltamos então para a base de apoio e almoçamos no restaurante Pampa Linda. Este restaurante é muito bom, o ambiente muito gostoso, tem até Wi-fi (importante neses dias atuais!). Só o cardápio podia melhorar, pois o almoço era tipo um "bandeijão". Pedimos tostado e empanadas, e como sempre, vieram em porções generosíssimas.

      Liberada a pista de volta, nos arrumamos e voltamos para o Hotel, nos prepararmos para o jantar da noite, em comemoração ao aniversário de casamento !

      Restaurante Kandahar 

 Esta noite estávamos fazendo 15 anos de casados ! Então escolhi um bom restaurante para a ocasião.
   O Kandahar fica na 20 de Febrero, no centro da cidade, na mesma rua que o Alto el Fuego. o ambiente é bem aconchegante e fomos atendidos por uma moça muito simpática.
    O cardápio é variado,   e apesar de nos terem avisado que a quantidade de comida deles normalmente é menor que os outros restaurantes, e que a porção individual era "realmente"individual, pedimos apenas um prato "compartido" e mais um outro para o Gabriel.
    Quando nosso prato chegou, tive que perguntar se o pedido não foi errado, pois a carne era tão grande e caprichada que pareciam que eram dois pratos, principalmente porque veio já separado em dois pratos. Que bom que pedimos apenas um !!!
      O prato estava delicioso e a noite foi excelente !!! Para todos que querem um ambiente requintado e um restaurante com uma boa comida, o Kandahar é uma ótima escolha.