16 de março de 2015

Dia 5 - Estátua, Tisserie, Insurgente

      A programação deste dia era muito simples, praticamente era a visita à Estátua da Liberdade, o símbolo de Nova Iorque, que até este dia vimos apenas pela televisão. 

      Programei com antecedência nossa visita através do site oficial que vende as várias modalidades dos tickets do passeio. Para quem não sabe, a Estátua da Liberdade fica localizada em uma ilha (a Liberty Island) na entrada de NY. Os visitantes só podem entrar na ilha comprando um ticket em um barco da empresa citada acima, e é altamente recomendado comprar com meses de antecedência, pois o passeio fica cheio. O passeio também inclui a visita à Ellis Island, outra ilha próxima onde antigamente eram recebidos os imigrantes. Como exemplo, no momento que estou escrevendo este relato, já estão vendidos os tickets para os próximos 3 meses ! Existem 3 tipos de passeio:
  • Reserva apenas: passeio onde você apenas irá desembarcar na Liberty Island e na Ellis Island, incluído o tour de áudio. Você fica só pela ilha, não é possível entrar na Estátua.
  • Reserva com acesso ao pedestal: Este ticket inclui o anteror, mas te dá acesso ao pedestal da estátua, onde existe um museu para se visitar. 
  • Reserva com visita à coroa: Este último ticket, inclui o acesso total à ilha e à estátua, onde você pode subir até a coroa (cabeça) da estátua. É importante salientar que são 180 degraus, não existe elevador para a coroa.

      Como programei a saída para as 10:00 da manhã, acordamos tranquilamente, tomamos o café da manhã no hotel e partimos de metrô para o Battery Park, onde os barcos para a Liberty Island são atracados. Na ida, saindo do metrô, infelizmente esqueci minhas luvas no vagão e quando voltei para pegá-las o metrô já tinha ido embora e fiquei sem luvas.

       Pegamos o barco na hora marcada, mas antes de entrar nele, passamos pela seção de segurança, com Raios X e detectores de metal, tendo que retirar até o cinto para passar, igual nos aeroportos. Passada a segurança, finalmente embarcamos para a Liberty Island. O barco é grande, comum a todos esses de transporte de turistas, com 3 andares para acomodar muitas pessoas. Ficamos no último andar, aberto, onde pudemos apreciar a vista e todo o passeio, acompanhados pelas gaivotas por todo o percurso.


     A "viagem" é rápida, demora uns 15 ou 20 minutos até atracarmos na Liberty Island. Durante o translado, as gaivotas ficam nos acompanhando bem de perto, da mesma forma que em Bariloche, e a paisagem é linda, com Manhattan se afastando e a estátua se aproximando. 


      Chegando na ilha, desembarcamos e pegamos o tour de áudio. Nele ouvimos muitas histórias sobre a ilha e a estátua, de acordo com o local que estamos, bastando digitar o número correspondente do local nele, mas confesso que não consegui ouvir demais, pois o tour é cansativo, fala-se muito e se for acompanhar, você fica parado em um lugar durante muito tempo, então o que acontecia é que quando o audio chegava em um ponto, já tinha passado há tempo. Para quem gosta e quiser acompanhar, recomendo levar um headfone, pois eles não fornecem e embora dê para ouvir tranquilamente colocando o audio no ouvido, fica muito mais cômodo com o headfone.
      Fomos para um pequeno mirante logo depois da entrada, onde temos uma bonita vista de Manhattan no fundo, e depois fomos fazer o tour em volta da estátua escutando o áudio. Como citei acima, não consegui acompanhar e acabei desligando o audio mas mesmo assim deu para ouvir muitas histórias interessantes sobre a construção da estátua. Depois de dar a volta fomos para a entrada da estátua. Lá, tivemos que alugar um armário pois não era permitido subir com mochilas e bolsas, e depois de passar pela entrada, outra surpresa: mais Raios X. Não entendo por que tivemos que passar por mais uma seção de segurança, visto que para embarcar tivemos já que passar por uma. Comparando com um aeroporto, seria como passar pelo raio-x no embarque e depois em outro logo na porta do avião...

      Entramos então no pedestal da Estátua, onde tudo era mais escuro e muito bem cuidado. Uma réplica da tocha da estátua (acho que era uma antiga que foi substituída) estava bem no meio do salão. Fomos direto para a entrada para a coroa, onde pegamos um elevador que nos levou a alguns andares acima, o resto era todo de escada, 180 degraus dessa escada íngreme rotativa, e em algumas partes tem um espacinho (bem pequeno) para descansar e deixar os mais apressados passarem. Lá dentro faz muito calor, não tem refrigeração, e como a estátua é de bronze somado o exercício da subida, tivemos que tirar nossos casacos !
      Lá em cima na coroa fiquei espantado, pois pensava que era uma sala grande, onde poderíamos andar e fosse ter várias pessoas (como o topo da Torre Eiffel), mas nada, o local é muito pequeno, estávamos nós dois e mais outras 4 pessoas lá e estava ficando apertado. Mais do que 6 lá em cima não cabem direito, e até para tirar fotos fica difícil, muito pequeno, mesmo assim valeu a experiência, a vista é muito bonita. 


Vista do Pedestal


    Descemos e saímos pelo pedestal, onde podemos rodear a estátua perto de seus pés, apreciando a vista e tirando algumas fotos. Nos dirigimos para o porto onde várias pessoas já estavam esperando o próximo barco para a próxima parada: a Ellis Island.

     Paramos na Ellis Island e entramos no bloco principal. Como falei acima, a Ellis Island era utilizada como controle de imigração. Todos os imigrantes que chegavam nos EUA eram desembarcados nesta ilha para uma análise clínica, verificando qualquer tipo de doença, desde mental até física, e eram marcados. Aqueles que estivessem doentes eram retidos no hospital da ilha para tratamento ou poderiam ser enviados de volta.
       É uma construção impressionante e o material exposto é muito intrigante, mostrando a história do lugar,, como eram conduzidas as entrevistas e os exames. Tem muita coisa para se ver por lá, mas o passeio é basicamente esse. Passamos por uma das partes do museu e fomos almoçar na lanchonete de lá, que tem uma boa variedade de comida, mas acabamos tomando uma sopa, que combinava muito com o frio.
      Depois de passear mais pelo hotel, nos dirigimos para fora para pegar o barco de volta a Mahattan, mas a fila estava GIGANTESCA. Pedi para a Cris se sentar em um banco enquanto ficava na fila. Esperei mais ou menos uma hora e meia para poder finalmente embarcar e voltar para Manhattan e neste meio tempo umas 3 embarcações da mesma empresa atracaram vazias na ilha e saíram vazias também. 

      Voltamos para o metrô e paramos perto do hotel, mas antes, paramos na Tisserie, uma bakery perto do hotel que achei pelo google Maps na etapa de planejamento. Não é muito grande e é fácil de não se achar, pois a entrada é discreta ao lado de outra lanchonete grande. Entramos e o ambiente era muito gostoso, muito aconchegante com muitas delícias expostas e outras só olhando o menu, muito difícil de escolher. Foi um lanche maravolhoso, pena não termos voltado lá outro dia.



      Voltamos para o hotel e, ao entrar no quarto, começo a ouvir uma gritaria de uma mulherada que voltava a cada 3 minutos. Fiquei "encucado" com essa gritaria e como precisava comprar água, desci e aproveitei para ver do que se tratava. Na rua atrás da entrada do hotel (a que nosso quarto tinha vista) estava uma multidão. Toda hora um carrão preto parava, saia alguém e a mulherada gritava. Perguntei para uma menina do meu lado e ela disse que era a première do filme Insurgente !!! Que sorte ! Tentei tirar uma foto sempre que a mulherada gritava mas não saiu muita coisa não, mas deu para eu ver um ator japonês que depois fiquei sabendo que era o Daniel Dae Kim (acreditem, é o de terno cinza da foto borrada!), que fez o papel de Jack Kang, líder da facção Franqueza.




   Cansado da gritaria, fui comprar a água e uns docinhos e voltei para o quarto.