19 de junho de 2014

7º Dia: Sacre Coer, Rue de Rivoli, Juvenilles

     Mais um dia com os trens em greve. Éramos para visitar Giverny, a casa do Monet, mas não dava, só mesmo de trem para lá. Então continuamos nossos passeios pela cidade maravilhosa de Paris !

 
   Tomamos o café da manhã no hotel, como sempre. Não sei se já comentei, mas o café da manhã no hotel é muito delicioso e caprichado. O local é bem reservado, com poucas mesas, e você é servido, muito bem servido, com croissaints, pães diversos, café com leite, nescau, suco ou chá (é só escolher). Café da manhã nota 10 !

     Pegamos então o metrô e saímos na estação do bairro de Montmartre. Destino: Sacre Coeur. Saímos em uma pracinha e nod dirigimos a uma escadaria bem íngreme. Depois descobrimos que não saímos na estação principal, onde subiríamos a escadaria principal, mas isso foi até bom pelo que vou explicar logo a seguir. 

     Subimos a escadaria, e logo no final dela dos dois lados, várias pessoas com pranchetas na mão nos abordaram solicitando assinaturas. Recusei prontamente e fomos logo andando, sem "dar papo" ! Já tinha lido anteriormente sobre esse pessoal, normalmente são golpistas que fazem isso e além de mandar dinheiro para ninguém, você ainda pode estar sendo roubado sem saber enquanto assina a falsa lista ! Portanto, fiquem atentos !



     Logo mais acima, chegamos à famosa Place du Tertre (também conhecida por Praça dos Artistas), onde dezenas de artistas fixam suas telas e obras para vender e para pintar ao ar livre. A praça estava bem cheia, mas não ficamos muito por lá. Demos uma breve olhada e continuamos nossa subida até a Sacre Coeur. Chegamos pelo lado da famosa Basílica, na rua logo abaixo de suas portas e logo acima da grande escadaria. A vista de lá também é linda, acho que a Sacre Coeur é um dos únicos lugares de paris onde tem um morro, e ela está bem em cima dele. Dá pra ver boa parte da cidade. Existe um elevador funicular que sai do início da grande escadaria, mas não precisamos dele, visto que chegamos por uma rota lateral. Quem desce na estação principal pode pegá-lo (pago) ou pode subir a escadaria a pé.
     Depois de várias fotos, entramos na Basílica, que é absolutamente linda. Centenária. Lá dentro não se permitem fotos, mesmo assim algumas pessoas insistem em fotografar. A igreja é do mesmo estilo à Notre Dame, com várias capelas. Passamos um tempo lá para conhecer tudo, e quando saímos, fomos visitar as tumbas (The Crypt) e a torre, um passeio extra onde pode-se ter acesso a áreas normalmente não visitadas, pois são pagas. Fomos primeiro nas tumbas, onde encontram-se sepultados cardeais e outras pessoas importantes. Lá, poucas pessoas estavam visitando, então estava tudo muito tranquilo. Saindo das tumbas, subimos uma escada bem íngreme em direção às torres da Basílica, também conhecido como The Dome. Lá temos uma vista ainda melhor de toda a cidade, além de ver a Basílica de uma forma diferente, passando por caminhos em cima de seus telhados, visualizando as gárgulas (semelhantes às de Notre Dame), e áreas que não são abertas ao público, mas que do alto são possível de ser vistas. O espaço é bem pequeno, mas vale a pena conferir o passeio !

     Saindo do The Dome, voltamos para a frente da Basílica, onde começamos a descida da grande escadaria, que realmente é muito grande, com vários estágios e fontes, um tapete de entrada para a Basílica. Paramos para descansar um pouco e curtir o local como todo parisiense faz: deitados na grama absorvendo a beleza e a vista da cidade. O sol estava gostoso, sem queimar e ajudando a passar o frio. Descendo mais a escadaria, mais uma cena que já estava preparado para encontrar, e que já tinha avisado a Cris e Gabriel: alguns homens abordando pessoas e vendendo braceletes, alegando ser para ajudar a conservação da igreja. Também são golpistas e estão lá para roubar seu dinaqui. Portanto, tome cuidado e vá prevenido ! Desconfie de situações estranhas !
heiro, eles são muitos e insistem, pois não são poucos que caem em seus golpas. Fiz uma página especial que contém algumas explicações e vídeos que achei sobre eles

     Saindo da área da Sacre Coeur, passeamos pelas ruas de Montmartre, visitando as lojinhas e também procurando o Café Deux Moulins, local de gravação de Amélie Poulain. Não entramos, estava bem cheio, tiramos uma foto em frente e fomos almoçar em um restaurante em outra rua, indicado em um site que li antes de viajarmos. No caminho, Cris achou uma loja onde vendia seus produtos da Kérastase bem baratos e comprou vários !
     O restaurante foi bem fácil de achar (já tinha estudado o caminho todo), chama-se JeanneB, e como foi dito é muito interessante, pois é pequeno e é bem típico da culinária e o estilo francês de serviço. Almoçamos muito bem, o restaurante estava muito tranquilo, e a cozinha estava à vista, como um balcão, o cozinheiro fazia sua comida ali na sua frente, para quem quisesse ver. 
     Saímos então de Montmatre e pegamos o metrô e saímos na Rue de Rivoli, outra rua muito famosa. Passeamos por essa rua para conhecer o local, e vimos muitas coisas interessantes, como caves (essa da foto tinha uma vitrine bem irreverente com referência à Copa do Mundo!), e até aproveitamos uma das inúmeras bicas d'agua potável que Paris tem para qualquer um possa encher sua garrafinha e matar a sede (que inclusive, toda a água de Paris é potável, até da torneira de casa). Paramos também para tomar um delicioso sorvete, nada melhor que um desses para amenizar o calor.


      Voltamos para o hotel visitando algumas praças localizadas no meio da cidade, mas antes passamos também pelo Le Palais, que fica bem atrás do hotel onde estávamos, e possui uma praça muito bonita e várias galerias com restaurantes e lojas. Dentro, passamos também por um jardim lindo. 

     À noite, fomos jantar em um restaurante que ficava em frente ao nosso hotel: Juvenilles  Na verdade era um bistrô pequeno, típico de família mas muito arrumadinho, cuja especialidade eram alguns pratos específicos e vinhos.

     Chegando lá, nos instalamos e passamos um bom tempo tentando decifrar o cardápio, que possuía muitas variedades de pratos e todos com termos específicos franceses. Pedimos ajuda, mas mesmo assim ficou difícil de entender a maioria. Pedi então um prato que achei que iria ser leve e que iria gostar, junto com um vinho e a Cris pediu um prato de queijos diversos. Achamos também muito engraçado da frase escrita no cardápio: NÃO ALIMENTE O CACHORRO ! Isso porque o dono do bistrô deixa seu "cãozinho" livre e este vai até as mesas, mas não incomoda os clientes, fica só observando. Alguns clientes também levam seus "cachorrinhos" enquanto jantam, como este dálmata da foto (o dono fez ele parar só para que eu tirasse uma foto dele, muito lindo!).

    A noite foi boa, acabei tomando uma garrafa de vinho inteira, e fiquei literalmente muito feliz, rindo à toa, mas meu prato não era o que esperava, não estava ruim, mas era um prato muito frio, com folhas e salmão defumado e um molho verde também. Não era isso que eu queria comer naquele momento, queria algo quente para acompanhar o vinho, mas mesmo assim, valeu, o jantar foi muito bom !