10 de junho de 2015

7º Dia - Universal Studios



     Neste dia fomos somente eu e Gabriel para o Universal Studios. A Cris resolveu ficar no hotel descansando, o dia anterior foi muito cansativo, e com a gravidez ela ficou mais cansada ainda e resolveu ficar no hotel. O Universal Studios foi um dos parques mais simples (tirando os aquáticos) que fomos da última vez, com apenas alguns brinquedos excelentes, muitos bons, mas nada daquele jeito que impressiona a ponto de querer voltar de qualquer jeito. Talvez isso também tenha influenciado a decisão de a Cris ficar no hotel.

     Chegando lá, depois de ter alugado a cadeira de rodas para o Gabriel, entramos no parque e Gabriel já ficou eufórico. Notamos que o parque se transformou desde que conhecemos da última vez. A febre do parque agora são os Minions, os personagens do filme Meu Malvado Favorito. Na verdade, o parque se transformou completamente, vários brinquedos ainda existem, as muitos outras áreas foram transformadas completamente, e irei falar logo abaixo. E Gabriel adorou porque logo na entrada, bem na frente do brinquedo dos Minions estava o Hector, um dos personagens que ficava escondido e ele viu e conseguiu tirar foto com ele. Foi mais fácil porque ele estava sozinho escondido enquanto os personagens principais estava bem à mostra tirando fotos com o pessoal, e uma fila considerável.

     Saindo de lá, fomos procurar a parte que Gabriel mais queria conhecer no parque:  a nova vila do Harry Potter. Mas antes de chegar lá, passamos pela nova área dos Transformers (que não existia na nossa última visita). Nessa área, o Megatron estava nos esperando para tirar algumas fotos, e entramos na fila. São personagens muito bem feitos, grandes e bem realísticos. Não podemos abraçá-los nem tocá-los, mas fiz até uma "gracinha" com ele e ele respondeu à altura. Gabriel adorou ! Neste ponto, os personagens são alternados, a cada hora sai um diferente. Tiramos nossas fotos e ficamos para voltar depois, caso tivéssemos tempo.
     Aproveitamos também, como a fila não estava imensa, para entrar no brinquedo dos Transformers, que também era novo para a gente, e é muito divertido, uma mistura de simulação com efeitos em filme 3D, igual ao do Homem Aranha do Island of Adventure. Continuando a passear pelo parque em direção ao Harry Potter, passamos pela nova estação do trem e Hogwarts, mas não pudemos entrar, pois só entra quem comprou um ticket especial de entrada no parque que dá direito a visitar dois parques no mesmo dia (algo que acho desnecessário, pois não dá para visitar dois parques em um só dia). Continuamos então nossa saga pela procura pela nova área do Harry Potter, mas estranhamente não encontramos. Passamos por alguns prédios britânicos novos, do lado da estação do trem e continuamos. Gabriel encontrou no meio o caminho o ônibus de 3 andares do filme, com o motorista e a cabeça voodoo que fala, e foi outro ponto muito legal, pois o motorista conversou vários minutos com o Gabriel (e a cabeça também). Tudo muito engraçado e muito legal, as perguntas de todos também sempre foi sobre o porquê do Gabriel estar usando a bota e cadeira de rodas.
     Continuando nossa saga, passamos por todos os prédios londrinos e não achamos nada. Achei estranho, pois entramos em uma área mais antiga e resolvi olhar o mapa novamente. Notei que já tínhamos passado da vila do Harry Potter, mas não entendi porque não vimos a entrada. Voltamos e daí notamos que um dos prédios tinha algumas pessoas saindo dele. Resolvemos entrar e nossa surpresa foi grande, pois a vila toda do Harry Potter estava escondida dentro de uma pequena entrada desse prédio, igual ao filme. E era uma vila imensa, cheia de surpresas pra nós.

     Harry Potter


     Entrando na vila, ficamos boquiabertos. Era imensa, muitas novidades, muitas pessoas lá dentro, e logo de cara encontramos já uma apresentação na praça principal. Nela, diversos pontos para a mais nova novidade da Universal e do universo Harry Potter: os pontos interativos. São pontos que existem dentro de toda a vila e que, caso você tenha uma varinha mágica especial, pode realizar "mágicas" nesses pontos. São pontos interativos e muito legais. Gabriel já tinha a varinha mágica dele, mas não era interativa. Passeamos por toda a área, e a parte que mais impressiona é o grande dragão em cima de um dos prédios, que de tempos em tempos solta um rugido e fogo pela boca. O rugido ouve-se por toda a vila, e o calor do fogo dá para sentir se você estiver próximo do prédio. Uma cena muito bonita, mas pode ser aterrorizante para as crianças.
     Tentamos ir em um dos brinquedos mais disputados desta área, que é a do banco de Hogwarts, mas ele estava parado por problemas técnicos, então resolvemos ir em outros lugares. Entre esses outros lugares, aproveitei e comprei a deliciosa cerveja de manteiga (butterbeer), que resolvi que teria que tomar sempre que puder, pois como não vende em nenhum outro lugar é melhor mesmo eu aproveitar.
     O lugar era realmente impressionante. Gabriel adorou a parte de interatividade das varinhas mágicas e queria comprar outra varinha (dessa especial) para ele, mas não dava para comprar. Visitamos todos os lugares, tiramos fotos e aproveitamos o máximo o local. Saímos para almoçar em um fast food ali perto da vila do Harry Potter, mas foi a pior coisa que fizemos. O serviço nesta lanchonete estava péssimo, mesmo pegando fila preferencial, demoraram muito para nos atender. O pedido então demorou mais ainda. Tinha muita gente revoltada na fila (brasileiros, inclusive) que até pediram o dinheiro de volta. Resolvemos esperar mais um pouco (muito na verdade) e conseguimos comer nosso almoço, que para variar, não valeu toda a espera.

     Depois do almoço, caiu uma chuva fortíssima, uma tempestade. Estava tão forte, e foi tão de repente que tivemos que correr (Gabriel na cadeira de rodas e eu empurrando ele) e nos abrigar em uma entrada falsa de um prédio, onde já se encontravam 2 pessoas, não deu tempo de procurar um lugar fechado (um restaurante, por exemplo). ficamos presos ali por um bom tempo, e Gabriel teve que sair da cadeira para se abrigar, pois o lugar era realmente muito pequeno, e a cadeira não cabia, ficou pegando um pouco de chuva e molhou toda. Eu tinha levado capas de chuva, mas elas só são boas para chuvas fracas, a que estava caindo era muito forte. Não tivemos escolha e esperamos passar, mas quando ela amenizou um pouco, saímos correndo e fomos para o brinquedo do Meu Malvado Favorito, pois lá a chuva não atrapalharia, pois a maioria da fila fica em área coberta.

     Lá, chegamos e ainda tinha uma fila imensa. Este brinquedo é o mais procurado no parque, e desde que chegamos cedo a fila já estava imensa. Dessa vez entramos nela pois não tínhamos escolha mesmo. A fila demorou tanto que Gabriel conseguiu até dormir na cadeira de rodas.
     Permita-me fazer um comentário sobre o assunto de acessibilidade e preferência. Para quem não sabe, lá nos EUA é um pouco diferente o assunto de acessibilidade. Quem é cadeirante, ou até mulheres grávidas não tem essas mordomias de ter filas separadas, ou "fura-fila". A pessoa tem que entrar em filas comuns  dos brinquedos, tem que esperar sua vez. Raramente existe algum brinquedo que você consegue um "fastpass" para ir em um horário específico, mas são exceções. Mas isso não impacta muito, pois lá todos são respeitados,  existe acessibilidade em todos os brinquedos, em todas as vias. Quem é cadeirante não deixa de brincar nem acessar algum lugar. O que normalmente existe nos brinquedos é que no final da fila, já perto de entrar, o cadeirante entra em um corredor ou entrada separada para que possa chegar até o brinquedo, às vezes tem que pegar um elevador ou uma entrada especial, e sempre muito bem acessorado pelas pessoas que cuidam dos brinquedos.

     Bom dito isso, ficamos na fila um bom tempo e fomos no brinquedo dos minions. Gabriel adorou, e na saída tirou fotos com os minions que nos esperavam lá fora.

     Já estava no final do dia e aproveitamos para conhecer mais do resto do parque. De acordo com a programação, existia ainda um show que podíamos ver, o Fear Factor, e nos dirigimos para lá. No caminho, aproveitei para comprar outra cerveja de manteiga no Harry Potter que era do lado, e após entrarmos no show, saí correndo para comprar uma pipoca. par ao Gabriel.

      Descobrimos então que o show era nada mais que um reality show com alguns desafios para os integrantes. Foi interessante, mas confesso que esperava muito mais, não imaginava que era um reality show. De lá, passamos pelo brinquedo Man in Black e chegamos a outra área nova do parque: a Vila dos Simpsons.

     Esta vila não existia antigamente, e adoramos conhecer. Reproduziram vários cenários do desenho, como a lanchonete do Moe's, que ali era de verdade e funcionado, vendas de Donuts e diversos outros cenários do desenho dos simpsons. Gabriel, como já estava com fome (ou gula), resolveu que queria comer um Donut dos Simpsos, aquele rosa que tem nos desenhos. Na lanchonete tinha um cardápio em pé e ele não quis nem ler direito, o primeiro que ele leu já pediu: The Big One. Quando eu cheguei na frente da atendente para fazer o pedido é que eu vi do que se tratava: esse The BigOne era tão grande que mal cabia em um prato comum. Mostrei para o Gabriel e ele ficou espantado pois nunca tinha visto um Donut tão grande ! No final das contas eu comprei um The Big One para levar para servir de jantar para ele e a Cris e comprei um Donut normal para ele.
       Ainda ali perto da vila dos simpsons existe uma pequena área dedicada aos menores com o tema do Bob Esponja, onde tem uma loja com uma área para tirar fotos com os personagens. Gabriel conseguiu tirar umas fotos com o Patrick. Fomos então para casa descansar e comer o tal The Big One, que era realmente muito BIG!!!

The Big One