17 de junho de 2016

Passeio Raízes Coloniais

     Participamos em 2010 do passeio Raízes Coloniais, oferecido por uma empresa local. Neste passeio visitamos fazendas e comunidades locais e aprendemos sobre sua histórias e tradições. Um passeio muito tranquilo e bem intelectual, ótimo para fazer com a família.

     O passeio começa com o famoso pinga-pinga entre os hotéis, pois quem oferece o passeio é uma empresa e este passeio não dá para fazer sozinho, pois as comunidades são organizadas para receber o grupo em uma certa hora para fazerem apresentações, não dando para você aparecer lá "de repente".


     Depois do pinga-pinga, nos dirigimos à primeira parada, uma casa de um senhor que viveu nos tempos da imigração junto com sua família. Entramos em uma casa de madeira antiga e somos acomodados em cadeiras como em uma sala de aula. Lá o senhor conta para todos sua história, como era a vida na época da imigração, como eles vinham da Europa e se instalavam no sul do Brasil, as dificuldades da vida e da terra. Foi uma "palestra" muito interessante e na sua maioria divertida, rimos muito em diversas partes.

     Depois de responder a algumas dúvidas dos visitantes sobre sua vida, ele nos levou a uma sala ao lado onde tinha um moinho de milho feito de pedra, igual ao que utilizavam antigamente. Bom, na verdade era o que eles utilizavam antigamente, preservado até hoje e funcionando. Ele demonstrou seu funcionamento e nos mostrou a farinha de milho que tinha acabado de ser moída.


     Saindo de lá, fomos para a fazenda da Família Foss, que estavam nos esperando em um salão da fazenda, com um super lanche preparado, com uma infinidade de bolos e pães caseiros (alguns pães estavam ainda no forno a lenha sendo assados e saíam quentinhos), geléias, sucos e vários doces, todos feitos na fazenda. Mas antes, contaram a vida deles e cantaram músicas tradicionais (como a Polenta, do vídeo no final deste post), durante todo o lanche músicas regionais tradicionais recheavam nossos ouvidos, enquanto nossos paladares se deliciavam nos quitutes.


     Saindo deste lanche maravilhoso, fomos para uma outra chácara onde um senhor muito simpático, também imigrante, nos esperava. Este senhor possuía um museu em sua chácara com objetos da época da imigração. Eram centenas de coisas, de tudo que você pensar que poderia ser utilizado na época, entre eles: objetos do lar, ferramentas de trabalho, armas até uma antiga moto Jawa, que gostaria muito de poder fazer uma oferta e levar para casa ! Muitas explicações foram dadas também da época e de vários dos objetos lá expostos.


      De lá passamos para nossa última parada: um moinho de fabricação da bebida mais famosa dos gaúchos: o chimarrão. Um casal nos recebeu carinhosamente e nos ensinaram como se prepara o chimarrão na cuia, colocando a erva corretamente e a água quente. Depois, nos mostraram como a erva era preparada no moinho da família, através de um sistema de vários pilões ligados a uma roda giratória que fazia com que a erva, armazenada logo embaixo, fosse esmagada e triturada.
     Nos ensinavam também as diferentes variações de ervas que podiam usar para fabricar o produto final. Todos tiveram a oportunidade de provar o chimarão fabricado no local, mas eu acabei não provando, pois não queria provar em uma bomba (canudo) que já passou por várias bocas.



Veja abaixo vídeos gravados por mim neste passeio maravilhoso: