7 de fevereiro de 2017

Santiago 2º Dia - Quinta Normal, Ocean's Pacific, Sky Costanera, Liguria



Metrô de Santiago
     Acordamos no nosso tempo e tomamos o café da manhã. A programação para esse dia estava bem tranquila, um passeio no parque e alguns museus.
     Saindo do hotel, passei na boleteria do metrô e comprei minha tarjeta bip!, o cartão de crédito do metrô de Santiago. Me custou $1.550 (R$ 7,51) somente o cartão e coloquei mais $3.000 de créditos. Falarei em um post mais a frente sobre o metrô de Santiago e seus preços. Creio ter perdido um pouco de dinheiro tentando aproveitar o transporte público da cidade, mas depois fiquei mais esperto.



Parque Quinta Normal
     Na correria e na primeira vez que pegamos o metrô, acabamos pegando o sentido contrário da linha, depois de umas 5 paradas foi que eu percebi o erro e voltamos. Só que o interessante (e chato) foi que a estação que estávamos não tinha como mudar de direção sem sair e dar outra entrada, pagando ingressos novamente. Erro consertado, nossa parada na manhã foi o Parque Quinta normal.
     Saindo do metrô na estação Quinta Normal, você já está na porta do parque, não tem erro. Era uma manhã de sábado, era cedo e o parque estava vazio, uma paz completa. Apesar do sol, ainda estava um clima refrescante. Começamos andando pelo parque, com muitas árvores e gramados. Notei uma certa quantidade de lixo em alguns cantos, como garrafinhas de água e papéis, mas creio ter sido um problema pontual, talvez no dia anterior tenha tido algum happy hour ali, pois depois iria verificar que todos os parques de Santiago são muito bem cuidados.

     Bia quis então ficar andando pelo parque e pela grama, correndo atrás de alguns cachorrinhos que brincavam por perto e das pombinhas que pousavam por ali esperando comida. Não queria sair dali e ficamos um bom tempo com ela para que ela aproveitasse.
Passeando pelo Parque
Correndo atrás da Pombinha
    Nos dirigimos então para o Museu de História Natural, que fica dentro do parque.


Museu de História Natural

MHN
     O Museu de História Natural localiza-se dentro do parque Quinta Normal. Logo perto da entrada saindo do metrô, à esquerda, um grande prédio estilo antigo. A entrada ao museu é gratuita, e tem também Wi-Fi de graça por um certo período, mas é necessário que você (estrangeiro) pegue uma senha na recepção. 

     O museu de longe não se dá para comparar com os museus de NY ou Londres, mas mesmo assim não deixa de ser interessante. O formato do seu interior é de um oito, ou dois quadrados ligados por uma parte central. Como ele não é muito grande, você não precisa dispor de muito tempo para conhecê-lo, mas é claro que não dá para fazer tudo em meia hora, principalmente se você é daquelas pessoas que gosta muito de ler tudo que se explica em cada quadro ou cena.

     Passeamos pelo museu, no meio dele tem um esqueleto legal de uma baleia e vários animais empalhados (não sei se eram de animais verdadeiros ou somente cópias). Infelizmente, uma parte (os dois últimos corredores) estava fechada, e tivemos que sair voltando por todo o caminho que passamos.

     Saindo de lá, descemos pelo parque, tem um pequeno lago no meio dele com um pedalinho, mas parecia desativado, não havia ninguém ali. Descemos até a saída sul do parque e chegamos no museu Artequin.
Museu de História Natural
Museu de História Natural
Museu de História Natural
Museu de História Natural
Museu de História Natural
Museu de História Natural
Museu de História Natural


Museu Artequin

Museu Artequin
Museu Artequin
     O museu Artequin é um museu voltado para as crianças. Fica fora do parque Quinta Normal, mas basta atravessar a rua. O museu tem uma história interessante, que resumindo é que foi construído para um evento em Paris, e depois que acabou, ele foi desmontado e remontado em Santiago.
     Chegando lá, logo no quintal você já é recebido com diversas obras de arte colocadas pela grama ou pela calçada. A entrada do museu custa $1500 (R$7,50) o adulto e $1000 (R$ 5,00) a criança. Obs: não tem Wi-fi.

Trabalho da bia
     O museu é bem simples e muito amplo, muito voltado para as crianças. composto de 2 andares. Contém vários quadros, e algumas esculturas, sendo que algumas delas é permitido tocar. A visita dele pode ser muito rápida, uns 30 minutos é suficiente, a não ser que seu filho queira ficar em alguma oficina. Existem 2 mesas para as crianças se distraírem por lá, com um monitor pelo menos. Bia ficou em uma mesa e adorou ficar rabiscando os papéis coloridos. Eu a ajudei e deixamos sua obra de arte dependurada em um painel junto com as outras obras de outras crianças. Além disso, ficou correndo pelo museu e até passando por baixo dos painéis que ficam dependurados.

     Recomendo o museu, mas para quem tem crianças um pouco maiores que eu. A Bia é muito nova para entender o ambiente, mesmo preparado para crianças. Mesmo assim, valeu a visita, sempre é bom conhecer lugares novos !
Museu Artequin
Museu Artequin
Museu Artequin
Museu Artequin
Museu Artequin
Museu Artequin

        Saímos do Artequin e já estava na hora de almoçar. Pegamos então um táxi do outro lado da rua. O táxi era bem velho e ainda tive que esperar o motorista tomar um mote em um quiosque ali do lado. Pegamos então o táxi velho até o Ocean's Pacific Buque Madre.


Ocean's Pacific


Ocean's Pacific
     A ida para o Ocean's Pacific foi tranquila. O motorista não sabia exatamente onde era, meu celular estava sem chip ainda e não estava com o endereço, só sabia o nome da rua do metrô, mas achamos o restaurante rapidamente pois o tinha visto no Google Street View.

      O Ocean's Pacific é um restaurante maravilhoso, todo temático. Estarei dando detalhes nesta postagem aqui. Lá, pedimos uma centolla e Gabriel pediu um prado de Corvina. Pratos caprichados e comida boa, atendimento excelentes ! Adoramos ! Bia também fez a festa, ou melhor, tocou o terror... mexeu em tudo lá e aproveitou também.
     Até uma apresentação de violão de um dos garçons teve !

Corvina
Centolla
Violão


Sky Costanera

     Saindo do restaurante, minha programação era voltar ao parque para visitar pelo menos mais um museu, pois havia ainda 2 para conhecer, mas Cris não quis mais porque Bia estava dormindo no carrinho. Voltamos andando até o metrô e fomos em rumo ao hotel.
    Como ainda estava cedo, decidimos então aproveitar e ir conhecer o Sky Costanera, um mirante localizado na torre mais alta da américa latina e bem do nosso lado, no Shopping Costanera Center. 

Ingresso para o Sky Costanera
     A entrada para a torre é localizada em um piso especial, o PB, chamado de piso de servicios. Lá, você compra os ingressos para subir, que custam $10.000 (R$ 48,59) o adulto e $7.000 (R$ 34,00) infantil. Quando fomos, outra coisa que achei muito interessante foi que a vendedora me explicou as condições da vista, pois com os incêndios que estavam ocorrendo no Chile, a cidade estava tomada por uma névoa e a visibilidade não estava boa, não daria para ver nem os Andes. Não sei se nos avisariam disso aqui no Brasil (como foi minha subida ao Corcovado). Concordei mesmo assim e comprei os ingressos.

     Nos dirigimos ao elevador onde uma menina nos esperava. São 64 andares, que passam muito rápido, você nem sente, são apenas alguns segundos. Enquanto isso a menina nos explica algumas curiosidades sobre a torre que estamos subindo. 

     Lá em cima saímos no mirante, muito grande o lugar e bem protegido. Existe uma parte mais superior que é mais aberta, mas qualquer lugar que você fique você tem uma linda visão de toda a cidade. Neste dia que fomos, a cidade realmente estava tomada pela névoa, resultado dos incêndios incontroláveis que estão ocorrendo nas florestas do Chile. Mesmo assim, a visão é linda e o pôr-do-sol mais ainda. 

      Bia, já bem acordada nesta hora, adorou o lugar e ficou andando por todo lado arranjando coisas para fazer, não parou um minuto sequer...
Descansando no Sky Costanera
Pôr-do-Sol no Sky Costanera
Pôr-do-Sol no Sky Costanera
Pôr-do-Sol no Sky Costanera
Vista do Sky Costanera
Olhando mais de perto

Bia no Parque Quinta Normal e no Sky Costanera


Liguria


     Chegando à noite no hotel, Bia estava extremamente cansada, tomou banho e dormiu. Já era tarde, Gabriel queria ainda comer alguma coisa (e eu também) e conhecer algum desses bistrôs que ficam abertos até mais tarde, com mesas na rua. Resolvemos então dar uma volta pelos arredores do hotel e procurar um lugar legal para comer. Cris resolveu ficar com ela.

Men's Night
     Demos uma boa volta pelos quarteirões ali perto, mas não encontramos nenhum lugar muito interessante, tudo parecia mais bar, muita bagunça e queríamos algo mais selecionado, como um Bistrô. Demos uma longa volta até voltarmos ao hotel e ficarmos em um restaurante que ficava exatamente no prédio do hotel, o Liguria.

      O Liguria é um restaurante excelente, quando eu entrei fiquei assustado, pois ele parecia mais um desses Bar/Bistrô com poucas mesas, a maioria na rua, mas assim que pus meus pés lá dentro, vi que estava totalmente errado, ele tem 2 andares, com muitas mesas em casa. Muito grande ! 

     Queria muito uma mesa do lado de fora, pois o clima estava fresco, muito gostoso, mas ali não tinha nenhuma disponível, além de ser área de fumante. Então ficamos em uma mesa lá embaixo mesmo. 
Meu Sanduíche
     Fomos muito bem atendidos lá, o garçom foi muito paciente explicando cada dúvida de pratos do menu, que haviam muitas opções. Pedi então um prato que seja mais típico chileno. Este me indicou um sanduíche típico com uma carne (esqueci o nome dele), com um molho, queijo de cabra e fatias abacate. Para acompanhar, 1/2 garrafa de vinho chileno Carmenére.

Prato do Gabriel
     Gabriel pediu um prato com um bife coberto com queijo, batatas fritas com molho e ovos.

     Estava tudo muito gostoso, ambiente excelente, ótimo atendimento. Noite nota 10 !!!

GASTO (aproximado): $35.000
                                      R$ 170,00