Gabriel conseguiu um trabalho no carnaval de Gurupi.
Ele foi de ônibus com o pessoal, já com hotel e almoço garantido, e eu aproveitei para fazer um passeio de moto até lá !
Gurupi também se diz ter o maior carnaval da região norte do Brasil. QUanto a carnaval, eu não sei, pois não curto muito pular carnaval, mas eles montam uma grande estrutura por lá.
Gurupi é uma pequena cidade que fica mais para o sul de Tocantins, a quase 600km de Brasília.
Existem várias estradas para chegar lá, mas a mais direta e conhecida e a BR-153, a Belém-Brasília. Pista conhecida pelo movimento intenso de caminhões e carros, além de não ser duplicada.
Possui também diversos pedágios, todos na faixa de R$ 6,50 a R$ 7,50 na época desta viagem. Foram mais ou menos 4-5 pedágios.
Como comentei, Gabriel foi de ônibus com a turma dele que ia trabalhar por lá no carnaval, fazendo desfiles e apresentações. Eu resolvi aproveitar a deixa e ir de moto, pois adoro motos e viajar com elas também.
E como era dia de semana, e eu não estava de férias, e eu ainda precisava trabalhar, saí muito cedo de casa, para passar o maior tempo na estrada e chegar logo pela manhã. Por isso, saí o mais cedo possível.
A viagem foi bem tranquila. A pista estava boa, algumas partes com melhoras necessárias, mas nada daquelas buraqueiras que costumamos ter. O principal problema é que a BR (uma das principais do Brasil) não é duplicada, e como tem muito movimento de caminhões, (cheguei a pegar uma fila com 5 caminhões enfileirados) as ultrapassagens devem ser feitas com mais cuidado.
O tempo também ajudou e não choveu nada. E como estava com pressa, paradas apenas para um café rápido e abastecimento.
Já perto de Gurupi, o calor estava tão intenso que tive que fazer uma parada, mesmo sem precisar abastecer, para tomar um açaí e tomar uma água, pois estava insuportável. Já estava suando demais com a roupa de proteção.
Cheguei em Gurupi ainda antes do Gabriel e fui direto para o Hotel, que ficava bem ali próximo da entrada. Estava quente. Aliás, ali todos os dias fez muito calor e chovia bastante. Mesmo assim deu para aproveitar bem o passeio.
Ficamos em um hotel muito simples, mas super agradável.
O nome do hotel é OITI Hotel, e fica bem ali pertinho da entrada da cidade, bem perto do letreiro GURUPI da foto acima.
O hotel fica em uma excelente localização. Apesar de não ficar no centro, é excelente, pois você fica fora do barulho do comércio e das festanças, mas ao mesmo tempo fica em lugares super acessíveis.
Ao lado dele tem uma rotatória que através dela você chega muito rápido em vários lugares, como o centro da cidade (uns 2km de distância), tem um ATACADÃO bem do lado dele, e até um shopping que fica do outro lado da BR ( a 1km de distância, fui andando uma vez).
E para minha sorte (ou azar), quando estava fazendo o check-in, apareceu um repórter da TV Norte (SBT) e me entrevistou ali mesmo. Apareci na TV no dia seguinte, no noticiário estadual !
Fiquei em um quarto de 1 cama somente, mas era uma cama grande, de casal. Quarto pequeno, mas confortável, limpo e com tudo que precisava, como frigobar (que funcionava muito bem), TV, bancada e Wi-Fi no quarto para eu trabalhar.
O hotel conta com uma pequena piscina, mas muito agradável e estacionamento particular (descoberto), inclusive com vagas para motos.
O staff do hotel é extremamente atencioso, sempre prestativos e gentis. O hotel está de parabéns quanto a este quesito.
O café da manhã é simples, não tem aquelas "trocentas" coisas para escolher, mas tem tudo que precisamos, como frutas, sucos, café, chá, pães, ovos mexidos, salsicha, bolos, iogurte, etc...
Não precisa ter 10 variedades de pães ou bolos, basta ter o necessário para começar o dia bem.
No dia que cheguei, uma quinta feira, à noite não tinha nada para fazer. Gabriel saiu para ensaiar com o pessoal e estava chovendo bastante. Esta época em Gurupi estava assim, chovia muito, caía uma tempestade e logo depois parava, secava o chão, depois caía outra tempestade.
No quarto, comecei a procurar eventos motociclísticos na região, quando me deparei com o perfil da AMG. Entrei em contato com eles para perguntar se saberiam de algum point motociclístico e me disseram que naquela mesma noite (toda quinta-feira) eles se reuniam na sede deles. Naquele dia, estavam lá, mas por causa da chuva, estava desanimado.
No entanto, olhei pela janela, a chuva parou e o chão estava já secando. Vi a localização do lugar e descobri que ficava a apenas 2km do hotel ! Isso me animou, me arrumei e fui para lá imediatamente !
Foi muito fácil de achar o local, foi uma noite bem agradável, conheci um pessoal super legal, conversa boa, gente com a mesma paixão que tenho. Churrasquinho e bebidas no local.
A chuva não deu trégua, até a hora que fiquei por lá, choveu mais umas 3 vezes, alternando entre chuva e pista seca. No final, já ia chover novamente e resolvi voltar ao hotel para não ter que voltar molhado.
Lá também tive a sorte e a honra de conhecer o pessoal dos Abutres MC, motoclube de renome nacional, que me convidaram para conparecer na inauguração da SubSede deles em Gurupi !
Não sou folião, não costumo participar de festa de carnaval, prefiro a tranquilidade ou encontros mais específicos, como os de moto. Mas como meu objetivo nessa pequena viagem era acompanhar Gabriel em suas atividades, então acabei participando de vários dias do carnaval de Gurupi.
Todo dia havia uma matinê, às 17h em algum lugar no meio da cidade, e à noite havia o desfile na rua principal do carnaval. A matinê no primeiro dia, por exemplo, foi uma passeata em uma das principais avenidas de comércio da cidade.
Já os desfiles na rua do carnaval eram marcados para às 23h. Mas dificilmente começava neste horário. A rua possuía mais ou menos 300m de comprimento, e nesta distância ficavam alguns trios elétricos passando e tocando músicas (altíssimas para o espaço, ao meu ver).
Não estava muito cheio, era possível andar tranquilamente pelo local, o que para mim já era bom (não gosto de multidão), e a chuva dificilmente atrapalhou. Apesar de algumas vezes tenha caído com força, como falei acima, a chuva não demorava muito, terminava e a rua secava rápido (era muito calor lá). Assim, as apresentações acabavam demorando para começar. Como não sou uma pessoa que costuma dormir tarde demais, ficava até a turma do Gabriel entrar e fazer uma apresentação na rua, não ficava até chegarem no final da rua, pois já estava cansado. No primeiro dia, entraram era 00:30, noutro dia, às 23:30 e no último dia, dia em que os bloquinho locais desfilavam também (e enrolavam muito), acabaram entrando quase 3h da madrugada (esse não pude esperar pois tinha que dormir para pilotar no dia seguinte).
Como comentei acima, fui convidado para a inauguração da SubSede dos Abutres MC em Gurupi.
O lugar era do outro lado da cidade, mas como lá é tudo perto, não foi difícil e nem demorado chegar. Eu acho que eram mais ou menos 6km do hotel. Isso é pouco comparado à Brasília !
Fui par alá somente à tarde, pois pela manhã ainda fui à academia e para a piscina, além de ter que resolver algumas coisas para o Gabriel, que foi ensaiar com a turma para o carnaval à noite.
Chegando lá, fui muito bem recebido pelo pessoal, conheci o presidente dos Abutres MC de lá e outra figuras renomadas do motoclube. Apareceu bastante gente e até estavam a caminho uma turma dos Abutres de Brasília também (que infelizmente não conheci, pois não chegaram até eu ir embora).
Là, serviram uma deliciosa galinhada e colocaram uma banda para tocar.
Até a rede Globo (TV Anhanguera) apareceu por lá para fazer uma reportagem. (nessa eu não apareci, claro).
Que tarde maravilhosa!
Meu passeio nestes dias, em geral, pois quinta e sexta fiquei no hotel trabalhando), se resumiam a:
MANHÃ: café da manhã, academia, piscina e almoço.
TARDE: normalmente ia ao mercado (ali do ladinho) para comprar umas bebidas e lanches para mais tarde. Às vezes eu dava uma volta de motoca pela cidade para ver como ela era, ou ia ao Shopping Araguaia, a 1km do hotel.
NOITE: carnaval na avenida preparada para isso.
Domingo é dia de missa, então acordei logo cedo para ir na Igreja Imaculada Conceição de Gurupi.
A igreja é grande e não fica longe do hotel. Muito estacionamento por lá, mas estava um pouco vazia, pois eram 08:00 da matina de um domingo de carnaval (o pessoal estava dormindo ainda). A próxima missa era apenas 19:30, então era nessa mesmo que eu tinha que ir.
Ah... a volta... muitas emoções...
A ida foi bem tranquila, apesar da pressa porque tinha que chegar logo para trabalhar. Então eu fui pela BR-153 para ir logo.
Mas a volta era uma terça-feira de carnaval, feriado. Não queria pegar o transito da BR-153 (muito caminhão, pedágios, etc...). Então tracei uma rota por dentro de Tocantins, passando por Peixe, Jaú do Araguaia, etc... iriam dar mais ou menos 100km a mais, mas queria tranquilidade.
Então tomei café da manhã no hotel e parti para casa logo depois.
Fui em direção a Peixe. Lá era para eu continuar passando por um trevo e descer até Jaú do Araguaia. No entanto, não havia placa nenhuma no caminho, e nem mesmo vi o tal trevo. Fui seguindo em frente.
Comecei a achar que havia algo estranho quando passei pela ponte sobre o rio Tocantins, pois pelo mapa não deveria passar, mas continuei seguindo. Depois de passar do próximo trevo, segui direto como estava planejado, mas um pouco mais à frente eu cheguei em uma cidade com um nome que não havia visto antes.
Parei, olhei no celular e vi o erro. Já estava muito na frente ! Dei a volta e desci pelo último trevo que passei, pois iria em outra estrada mas que chegaria em uma cidade em comum com a rota anterior mais abaixo.
A estrada estava perfeita, bem capeada, sem buracos, tempo excelente. O único problema eram as placas que não existiam.
Em um certo momento, entrei na TO-296.
Neste momento, parei. Lá na frente havia uma estada de chão. Parecia boa, chão batido, mas parei para ver se não tinha errado de novo. Estava tudo certo. A pista, que no maps era mais grossa que a que estava anteiormente, era de terra.
Pelo Maps vi que se eu continuasse pela pista que estava, teria que fazer uma V chegando perto (ou entrando) na Bahia, aumentando consideravelmente o caminho de volta.
Não sei porque, mas imaginei que essa estrada de terra era pequena, acabaria logo, então resolvi encarar. Meu maior erro...
A estrada era de chão batido sim, mas em vários pontos, haviam muitas valas (da água das chuvas), costeletas, partes de areia fofa e muitas pedrinhas que deixavam a pista "fofa" também.
Era quase que constante eu ter que ficar em pé na moto, atenção 100% ligado nos detalhes da pista. Em vários momentos quas ecaí porque a moto deslizava na terra ou pedrinhas fofas.
Cada curva que fazia me desanimava um pouco, pois aparecia uma reta longa, mitas subidas e descidas.
Um sol lascado também. Comecei a ficar muito suado, com minha jaqueta de couro, e o exercício que estava fazendo ali.
Depois de muito tempo, comecei a duvidar se continuava ou não.
Passando em frente a uma fazendo, um rapaz de moto (trail) estava saindo de lá. Aproveitei para perguntar se ainda faltava muito para terminar, e ele me disse que SIM, faltava muito ainda e que era melhor eu voltar.
Fiquei desanimado, acho que já tinham passado uns 30 minutos naquela estrada. Mas não queria voltar, já tinha tido muita "sofrência" ali e achei que fosse terminar logo.
Inocente... continuei... e dancei... a estrada não terminou tão cedo. Acho que tinha rodado apenas 1/3 dela naquele momento...
Foram vários momentos que quis desistir, queria parar, mas não podia, era muito mato, fiquei com medo de ter ali algum animal (onça?). Parei alenas em uma ou outra ponte sobre alguns rios quase secos para tirar foto.
Não contei a distância, mas foram mais ou menos 50km, percorridos em 2h 10 min !!
Que sufoco ! Nunca mais !
Passado o sufoco, parei em Paranã, em um posto para descansar um pouco, pois estava muuuito consado. A estrada de terra exige extrema atenção, para não cair na terra e pedrinhas fofas, e muito esforço, para ficar em pé na moto toda hora. Foram 2h sem quase nenhuma parada com medo de bichos, só parei em uma ou outra ponte para tirar uma foto.
No posto, deixei meu adesivo para marcar presença junto aos inúmeros. Este posto é point motociclístico !
Ali eu também joguei uma água na roda traseira da moto e na corrente para retirar o excesso de terra que se acumulou na relação. Depois enchi com lubrificante para proteger um pouco o resto da viagem.
Depois a viagem foi bem tranquila. tudo ocorreu perfeito, estrada relativamente boa e pouco movimento. Muitas retas intermináveis. Fiz algumas paradas para lanche, mas spo fui comer algo mesmo umas 16h, em Alto Paraíso de Goiás.
Cheguei em casa eram umas 19h. Não peguei chuva, apenas um chuvisco de resto de chuva que deixou a pista molhada e aliviou o calor que estava fazendo.
Foram 800km de volta e um total de um total de 1.476km de viagem.
Graças a Deus, nenhum problema.
Adorei a viagem para matar a
saudade de moto e estrada !!!!