Esta viagem foi há muito tempo atrás. Em 2001 !
Eu adoro andar de moto, e viajar nela mais ainda !
Então resolvi fazer um passeio por Minas Gerais, indo de Brasília até Juiz de Fora, onde moravam alguns familiares.
As fotos que colocarei aqui são fotos tiradas em máquinas tradicionais (de filme em rolo) e digitalizadas, pois na época as máquinas digitais eram ainda básicas (comparadas às atuais, fotos em 640x480), e muito caras ainda ! Consegui, através de IA, dar uma ótima melhorada nelas, o que me trouxe várias boas lembranças.
Ter feito as fotos com máquinas de filme também limitou bastante o número de registros feitos. Na época, meu orçamento era um pouco limitado, então tinha que comprar os filmes e ainda revelar. Sem contar que as fotos tinham que sair perfeitas e você não tinha como saber isso até serem reveladas. Para quem nasceu na era digital, é difícil entender hoje a dificuldade que tínhamos.
A história será um pouco sucinta, pois depois de tanto tempo, muitos detalhes já se dissolveram na mente, mas claro que me lembro de muita coisa !
Saí de casa cedo. Sempre costumo sair cedo para pegar menos trânsito e chegar na hora do café já na estrada. Gosto muito disso.
Gosto também de fazer vŕias paradas para tirar fotos, principalmente de lugares bonitos e pontos chave da viagem. É claro que, como disse, na época tínhamos muitas limitações de tirar fotos.
A primeira foi na placa onde indicava o início de Minas Gerais e também da ponte do Rio São Marcos, divisa de estado de Goiás com Minas Gerais.
Em Três Marias, parei para tentar achar alguém do Motoclube Tubarões do Velho Chico, pois me fizeram um grande favor comprando meu Xodó (a buzina O Grito), as acabei descobrindo que eles na verdade eram de Patrocínio. Mesmo assim encontrei um amigo deles que trabalhava em uma locadora na entrada da cidade. Conversamos um pouco lá e depois segui viagem.
Cheguei em Três Marias perto do almoço. Então eu segui um pouco mais e me deparei com um lindo restaurante chamado Mirante do Velho Chico. Ele fica localizado em um lugar bem peculiar, com uma vista linda do rio São Francisco. Foi ali mesmo que almocei, um almoço caprichado (mas nem tanto para não dar sono) e tranquilo. Pouco movimento lá.
Curiosidade: Na foto na mesa, vemos o livrinho da 4Rodas. Nesta época não existia Smartfone, GPS, nada disso. Viajávamos seguindo o Guia 4 Rodas, que era lançado todo ano, com mapas e atualizações das estradas do Brasil inteiro, além de dicas e listagem de hotéis, pontos turísticos, etc...
Cheguei em Sete Lagoas já no final da tarde, escurecendo. Alguém havia me indicado um hotel logo na entrada da cidade. O hotel era o Vapabuçu, e ficava atrás de um posto de Gasolina, logo no primeiro balão (rotatória) da cidade.
É um hotel super simples, fiquei apenas para passar a noite lá. Infelizmente não tenho fotos dele, mas é possível achar na internet, no Google Maps.
À noite dei uma volta no centro da cidade, em volta de uma lagoa, para fazer um lanche, mas foi mais para conhecer mesmo, pois além do clima não estar legal, querendo chover, tinha que deescansar para continuar viagem pela manhã.
A Gruta Rei do Mato fica bem ao lado da entrada ca cidade, beirando a BR. É uma linda gruta, com entrada organizada. Plataformas para você andar em seu interior (importante para preservar).
Antes de iseguir viagem, parei lá para conhecer.
A entrada era barata (não sei quanto está hoje), e incluía um guia.
Na época, entrei sozinho, fui pela manhã, antes de pegar estrada novamente. Não tinha ninguém para visitar, mas devemos levar em conta que era cedo e ainda era dia de semana do mês de Março.
A gruta é linda e, se me lembro bem, tem uma das maiores (se não a maior) estrutura de estalactites e estalagmites do mundo.
Estalactite
Estalagmite
Saindo de Sete Lagoas, fu idireto a Ouro Preto. Não era longe e não tive pressa de sair, então cheguei lá perto da hora do almoço.
Chegando lá, fui direto para a praça central, a mais conhecida da cidade.
A cidade tem muitas ladeiras e as pistas eram todas de paralelepípedo (aqueles de pedra antigos, já meio arredondados nas bordas).
Chegando na praça central, a que tem um monumento e o Museu da Inconfidência, ainda com a moto carregada, me vi sendo assediado por diversas pessoas oferecendo guia turístico. Não tinha nem parado a moto ainda, e esse pessoal veio gritando para que eu parasse para servirem de guia.
Acabou que fiquei tão irritado com o assédio que resolvi não procurar acomodações por lá. Achei um restaurante para almoçar e depois fui direto para Mariana. Resolvi que iria me hospedar por lá, e foi a melhor coisa que fiz.
Como as cidades são coladas uma na outra, dava para ir e voltar facilmente entre elas e foi o que fiz.
O hotel que fiquei hospedado é o Hotel Müller, muito simples, mas com tudo que precisava para passar 2 dias lá, e confesso que foi a melhor coisa que fiz. O hotel ficava em uma área tranquila, a cidade é bem diferente que Ouro Preto, mais plana e com mais espaço, sem contar que os preços deviam ser mais baratos que os hotéis de ouro preto.
Mariana também tem seus pontos turísticos. No dia seguinte, visitei algumas igrejas, praças e museus da cidade.
No outro dia, me dediquei a ir em Ouro Preto, onde também fui visitar as igrejas mais conhecidas da cidade. Muito lindas !
Mas em cada uma delas, sempre tinha um "guia" que ficava me assediando antes mesmo de entrar na igreja. Isso já me deixou incomodado novamente, e acabou que eu fui embora mais cedo do que queria. Não passei nem mesmo no Museu da Inconfidência (mas um dia eu volto e vou!).
Como voltei mais cedo de Ouro Preto, parei em uma mina de ouro desativada que ficava no meio do caminho. A mina de outo possui visitação, foi desativada porque atingiu o lençol freático e ficou inundada há muito tempo, e agora só é aberta mesmo para visitação.
Na visita, você se senta no carrinho que os mineiros utilizavam para descer na mina, vai até uma parte bem profunda dela e lá embaixo pode andar pelas galerias, sempre com um guia te explicando o que era tudo lá embaixo e como a mina funcionava. Adorei essa visita !!!
Esta parte da viagem merece um comentário extra.
Como já disse anteriormente, nesta época que fiz a viagem, não existia GPS, smartphone, etc.. Plenajávamos nossas viagens seguindo o Guia 4 Rodas, que possuía um mapa com todas as estradas do Brasil até o ano anterior, o que podia estar um pouco desatualizado.
Para ir de Mariana a São João del-Rei, eu tinha 2 opções:
Voltar para a BR-040. Para isso teria que voltar pelo caminho que cheguei por muitos KMs. Chegando na BR-040, voltaria até o trevo para entrar para São João del-Rei.
A segunda opção seria pegar uma estrada até Ouro Branco. Só que no mapa esta estrada estava marcada como "em Asfaltamento".
Perguntei para os moradores de Mariana e me informaram que esta estrada estava ótima, asfaltada, e decidi ir por ela.
Chegando na estrada, fiquei muito feliz. Realmente estava recém asfaltada, não havia nem sinalização ainda, nem vertical, nem horizontal. Mas.... depois de alguns quilômetros o asfalto simplesmente acabou. Cheguei em uma estrada de terra. Fiquei meio "chateado", mas resolvi encarar, pois havia visto que a estrada não era muito longa.
No entanto, a maioria parte dessa estrada não era apenas "de terra". Parecia que haviam acabado de explodir tudo ali para passar o trator. Apesar de ser possível a passagem (mesmo com uma moto como a minha), haviam pedregulhos imensos no meio da estrada. Alguns pontos tinha que prestar muita atenção nas pedras que estavam largadas lá.
Mas também, a paisagem que eu presenciei era linda, com mata nativa e até cachoeiras por perto.
Acho que fiquei pelo menos 30 min nessa estrada, andando bem devagar.
Tirando a estrada de terra, a viagem foi rápida. Estas cidades são muito perto uma das outras. São João del-Rei é uma cidade um pouco maior que as outras, principalmente Tiradentes, e tem também suas atrações.
Resolvi ficar hospedado em São João del-Rei mesmo, pois tinha mais opções, e mais baratas.
Procurei no meu guia uma pousada boa e achei a Pousada Segredo. Uma pousada simples e muito aconchegante, com estacionamento interno para minha motoca e um bom quarto.
Para passar meus 2 dias por lá foi excelente ! Estava chovendo quando cheguei !
Hoje ela está um pouco diferente, com o muro reformado.
São João del-Rei é também uma cidade Histórica, com muitas atrações e igrejas centenárias para visitar.
Uma das atrações que queria fazer, mas infelizmente nos dias que ficaria não estava funcionando era o passeio de Maria Fumaça. Um passeio bem tradicional e lindo. Então quando for, verifique antes os dias/horários que funciona, pois não é aberto todo dia !
CURIOSIDADE: A cidade tem inúmeras igrejas, mas as principais, a Francisco de Assis, Nossa Senhora do Carmo, Nossa Senhora do Rosário e a Catedral Basílica de Nossa Senhora do Pilar, estão dispostas pela cidade e formam uma Cruz entre elas quando vistas por cima !
Tiradentes fica coladinha em São João del-Rei, então eu fiz como fiz em Mariana. Fiquei em São João del-Rei, tirei um dia para lá e o outro para visitar Tiradentes.
Nessa viagem eu foquei mais em visitar as partes mais conhecidas. Não estava com pressa, mas também (além do orçamento baixo, é claro) não queria ficar me demorando demais nessas paradas. Então eu pesquisei as igrejas mais conhecidas de Tiradentes para visitar.
E em Tiradentes ocorreu uma coisa bem engraçada. A primeira igreja a que me dirigi foi a mais famosa, a Igreja Matriz de Santo Antônio. Chegando lá, vi um canteiro de obras, mas com pouca gente. Vários tapumes, mas com locais para parar a moto e andar por lá.
Parei a moto e fui entrando, no meio das obras mesmo. Ninguém me parou, não tinha portão, nenhum aviso, a porta da igreja estava aberta. Entrei, olhei, passeei por lá. Não me lembro se eu tirei fotos, pois não achei no meu acervo, mas depois de algum tempo observando o interior, alguém veio me falar que a igreja estava passando por reformas e que estava fechada à visitação. Tive que sair então...
Saí de lá e fui visitar as outras igrejas e também o Museu Padre Toledo. Passeio rápido e bom, perfeito para o dia ensolarado que fazia.
Saindo de São João del-Rei, peguei estrada novamente rumo a Juiz de Fora. Viagem tranquila, sem problema nenhum no caminho. Passando por Santos Dumont, parei para tirar umas fotinhas interessantes, visto que gosto muito de aviões.
Cheguei em Juiz de fora ainda era dia, e fiz uma surpresa para minha família que morava lá. Não tinha avisado que ia., cheguei de supetão, como aqueles parentes sem educação que aparecem de repente mesmo. Mas família é família, não é ? Fiquei hospedado na casa dos meus tios e fizemos alguns passeios por lá durante a semana que fiquei por lá, incluindo Museus e até uma Agropecuária que. por sorte, estava acontecendo por lá !
Já em Juiz de Fora, fiquei sabendo que iria ter uma festa Agropecuária lá ! E não tem melhor oportunidade de ir em um lugar assim quando você é turista.
Comprei os ingressos para mim e meus primos e fomos lá.
Neste dia que fui, ainda tive a sorte de estar tendo o show da Elba Ramalho junto com o Zé Ramalho ! Rapaz, que sorte !!!
Depois de 1 semana em Juiz de Fora, recebi uma ligação do meu cunhado (de Uberlândia), que me disse que alguns dias depois haveria um encontro de modelismo lá em Uberlândia mesmo ! Nesta época eu brincava muito com aeromodelismo, então é claro que me preparei logo para ir neste encontro !
Arrumei minhas malas e parti. Mas não queria voltar pelo mesmo caminho que havia ido, voltei por dentro de Minas Gerais, passando por Varginha, Três Corações, etc...
A primeira parada que fiz foi em Varginha.
Para ser bem sincero, eu parei apenas para ver se conseguia ir no lugar onde o famoso ET de Varginha apareceu. Parei em um posto e lá eu perguntei sobre o local, mas o rapaz me disse que o local era meio remoto, com muito mato e não aconselhava que eu fosse lá.
Então eu desisti e segui em frente.
Depois de Varginha, meu objetivo era parar em Passos.
Eu queria muito ver a Central Elétrica de Furnas, que era praticamente no caminho. Tive que me extender um pouco mais em outro sentido para chegar lá. Mas estava já no final do dia, escurecendo e começou a chover. Mesmo assim segui até lá, quem sabe eu via alguma coisa interessante.
Já estava escuro quando eu cheguei em Furnas. Não dava para ver muita coisa, pois tinha que ficar de longe. Então tirei algumas fotos no escuro mesmo e voltei para a estrada até chegar em Passos.
Passos é uma pequena cidade de Minas Gerais e estava no meio do caminho.
Chegando lá, procurei por um hotel simples e achei esse meio escondido, em frente a uma praça, o Hotel Presidente. Um hotel muito simples, mas perfeito para uma noite.
Dei muita sorte neste dia, pois cheguei era uma quinta-feira, e todas as quintas acontecia uma feirinha em uma pra;a em frente ao hotel. Como tinha parado de chover, tomei um banho e fui para lá, onde eu aproveitei para matar a fome com as delícias regionais mineiras !
No dia seguinte saí de Passos e me dirigi a Uberlândia, mas antes eu queria passar em Araxá, pois sempre quis ver o famoso Grande Hotel de Araxá, mesmo sem ficar um dias sequer lá, somente para conhecer mesmo.
No caminho, eu passei por Franca, que já é São Paulo. O interessante foi que, no momento que eu entrei em São Paulo, a pista mudou radicalmente. Em Minas Gerais a pista era antiga, com várias rachaduras e alguns buracos, típico das estradas brasileiras, mas no momento que entrei em São Paulo, ela virou um tapete. novinnha, lisa, pintada, perfeita. A pista dos sonhos.
O motivo é que em São Paulo as pistas eram privatizadas. Mas não cheguei a pegar nenhum pedágio no trecho que passei, que foi até Franca e de Franca voltando para a divisa.
Já voltando a Minas Gerais, antes de chegar em Araxá, parei na Gruta dos Palhares, uma imensa gruta que fica perto da estrada, com uma entrada gigantesca. Bem impressionante mesmo, e como era praticamente caminho, eu nem me desviei muito.
Adorei a visita, se estiver passando por ali, pare para visitá-la !
Sem mais paradas, segui para araxá, e a viagem foi bem tranquila, chegando lá perto do almoço.
Mas não parei na cidade, fui direto para conhecer o Grande Hotel.
O Grande Hotel de Araxá é impressionante. Ele realmente é IMENSO. Tão grande que não cabia em uma foto da máquina, tive que tirar 3 fotos para pegar somente a frente dele. É difícil de acreditar quando você vai chegnado perto. Ele fica meio afastado, então tem uma pista praticamente exclusiva que você passa até chegar nele.
Nesta época que eu cheguei, nem memso se se fosse entrar para conhecer (se é que dava para fazer isso), eu não poderia, pois o hotel estava em reforma geral e estava fechado.
A única parte dele que estava já reformada eram as térmicas, uma área que funcionava um SPA, onde eu pude entrar para dar uma olhadinha no interior, que era simplesmente LINDO.
Atrás do hotel existe também um lago onde funcionam pedalinhos, mas só pude tirar fotos da lateral, pois o local estava também isolado para as reformas.
Saí de lá logo depois, com muita vontade de um dia me hospedar e conhecer a fundo essa maravilha.
Depois de Aracá, fui para Uberlândia, sem paradas (só para fotos, ou abastecimento, etc...). Cheguei lá já estava escuro, e ainda me perdi um pouco nas rotatórias imensas que passei por lá.
Encontrei meu cunhado, que me recebeu e fiquei hospedado na casa dele.
No final de semana, fui conferir o III Encontro de Modelismo do Triângulo, com entrada gratuita no clube de modelismo local. Encontro bem legal, com muitos aeromodelos e carrinhos, e até uma apresentação de um Sukoi de verdade, fazendo muitas manobras nos céus de Uberlândia.
O resto da viagem foi muito tranquila, mas eu também não quis voltar pela BR. Resolvi passar pelas estradas mais no interior, passando pelas cidades de Araguari, Catalão, Ipameri, Pires do Rio, etc...
Cheguei em casa são e salvo, uma viagem maravilhosa e muito tranquila. Graças a Deus !